Protocolos perinatais empregados para a avaliação do diabetes mellitus gestacional induzido por estreptozotocina em ratas

Bianca Hessel Maschio, Leticia Favara Laurino, Fabia Judice Marques Viroel, Marli Gerenutti

Resumo


Muitos protocolos experimentais pré-clinicos in vivo empregam a estreptozotocina (STZ) como ferramenta farmacológica para a compreensão das sequelas que acometem os indivíduos expostos à hiperglicemia gestacional. O objetivo deste estudo foi sintetizar os diversos protocolos experimentais utilizados para os estudos de embriões, fetos e filhotes de ratas com diabetes mellitus gestacional (DMG) induzida por estreptozotocina (DMG-STZ). Realizou-se uma revisão integrativa da literatura sobre as abordagens metodológicas aplicadas aos estudos da DMG-STZ em ratos. Três pontos foram destacados nesta revisão: a) Doses e principais vias de administração da STZ, concentração plasmática de glicose para reconhecimento do DMG-STZ; b) Protocolos empregados para a avaliação pré-natal; c) Protocolos empregados para a avaliação do desenvolvimento pós-natal. As doses encontradas nos protocolos variaram entre 30 e 135 mg/Kg para administração por via intraperitoneal; entre 15 e 65 mg/Kg para via intravenosa e na dose de 45 mg/Kg para via subcutânea. Os valores glicêmicos sanguíneos para reconhecimento do DMG ficaram entre 97 e 500 mg/dL. Os estudos pré-natais abordaram a embriopatia diabética associada ao desenvolvimento do sistema nervoso central e à função renal, além das alterações do transporte útero-placentário-fetal; os estudos pós-natais enfatizaram a correlação entre a macrossomia neonatal e a dislipidemia pós-natal, o desenvolvimento comportamental pós-natal e as alterações cardiovasculares. Embora existam grandes diferenças metodológicas entre os protocolos empregados, podemos concluir que a DMG-STZ ainda é um bom modelo para os estudos dos efeitos da hiperglicemia sobre os conceptos.


Palavras-chave


estreptozotocina; diabetes mellitus gestacional; macrossomia fetal

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