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Arq. Ciênc. Vet. Zool. UNIPAR, Umuarama, v. 20, n. 1, p. 41-44, jan./mar. 2017

Tricomonose e Campilobacteriose em...

ISSN: 1982-1131

TRICOMONOSE E CAMPILOBACTERIOSE EM BOVINOS: REVISÃO 

DE LITERATURA

Mônica Zuchelli Jaguszeski

1

Geovan Vendruscolo

1

Adalgiza Pinto-Neto

2

Marcelo Falci Mota

2

Antônio Campanha Martinez

3

Luiz Sérgio Merlini

4

Rodolfo Berber

5

JAGUSZESKI, M. Z.; VENDRUSCOLO, G.; PINTO-NETO, A.; MOTA, M. F.; MARTINEZ, A. C.; MERLINI, L. S.; 

BERBER. R. Tricomonose e Campilobacteriose em bovinos: revisão de literatura. 

Arq. Ciênc. Vet. Zool. UNIPAR

Umuarama, v. 20, n. 1, p. 41-44-, jan./mar. 2017.

RESUMO: O aumento da produção de leite no Brasil tem sido essencial para o crescimento do país no mercado interna-

cional, com destaque para a região Sul do país. Com o avanço tecnológico na atividade leiteira, avançou também o cuidado 

com a sanidade dos rebanhos, que engloba o manejo sanitário da reprodução desses rebanhos. A Tricomonose e a Campilo-

bacteriose são doenças sexualmente transmissíveis que afetam bovinos em várias idades. Tritrichomonas foetus é o agente 

causador da Tricomonose e C. fetus subsp. venerealis o da Campilobacteriose, sendo, respectivamente, um protozoário e uma 

bactéria Gram-negativa. O diagnóstico dessas doenças se dá via coleta de lavado prepucial ou cervicovaginal, para a pesquisa 

de Tritrichomonas spp, e pelo swab prepucial ou cervicovaginal para a pesquisa de Campylobacter spp. Não há tratamento 

específico para essas doenças, visto que o controle e profilaxia baseiam-se na retirada dos machos portadores do rebanho, ou 

realização de descanso reprodutivo de quatro ou cinco estros nas fêmeas, já que as mesmas eliminam os agentes etiológicos. 

Diante do exposto é necessário reconhecer a necessidade de estudos relacionados a Tricomonose e Campilobacteriose em 

rebanhos leiteiros, principalmente aqueles inseridos em sistema de produção familiar, subsidiando essa revisão de literatura.

PALAVRAS-CHAVE: Bovinos de leite. Doenças reprodutivas. Manejo sanitário.

TRICHOMONIASIS AND CAMPYLOBACTERIOSIS IN CATTLE: A LITERATURE REVIEW

ABSTRACT: The increase in dairy production in Brazil has been essential to the country’s growth in the international ma-

rket, especially in the southern region of the country. With the technological advances in dairy farming, the caring for the 

health of herds has also increased, as well as the health management of the reproduction of these animals. Trichomoniasis and 

campylobacteriosis are sexually transmitted diseases that affect cattle at different ages. Tritrichomonas fetus is a protozoan 

that promotes Trichomoniasis and C. fetus subsp. venerealis is a gram-negative bacterium that promotes campylobacteriosis. 

In order to diagnose these diseases, the prepucial or cervicovaginal wash has been collected for Tritrichomonas spp. and the 

preputial or cervicovaginal swab has been collected for Campylobacter spp. There is no specific treatment for these diseases, 

since the control and prophylaxis are based on the removal of infected males, or in carrying out reproductive rest between 

four or five estrous cycles in females, since these actions can eliminate the etiologic agent. Thus, it is important to study 

trichomoniasis and campylobacteriosis in dairy herds, especially those placed in family farming, supporting this literature 

review.

KEYWORDS: Dairy cattle. Health management. Reproductive diseases.

TRICOMONIASIS Y CAMPILOBACTERIOSIS EN GANADO: REVISIÓN DE LITERATURA

RESUMEN: El aumento de la producción de leche en Brasil ha sido esencial para el crecimiento del país en el mercado in-

ternacional, especialmente en la región sur del país. Con los avances tecnológicos en la industria lechera también se avanzó el 

cuidado con la salud de los rebaños, que incluye el manejo sanitario de la reproducción de esos rebaños. La tricomoniasis y la 

campilobacteriosis son enfermedades sexualmente transmisibles que afectan al ganado de diferentes edades. Tritrichomonas 

fetus es el agente causante de la tricomoniasis y C. fetus subsp. venerealis  o de la campilobacteriosis, siendo, respectivamen-

te, un protozoos y  una bacteria Gram- negativa. El diagnóstico de esas enfermedades se produce a través de colección de 

lavado de prepucio o cervicovaginal, para la investigación de Tritrichomonas spp, y por el swab prepucio o cervicovaginal 

para la investigación de Campylobacter spp. No existe tratamiento específico para esas enfermedades, ya que el control y 

profilaxis se basan en la retirada de los machos portadores del rebaño, o realización de descanso reproductivo de cuatro o 

DOI: https://doi.org/10.25110/arqvet.v20i1.2017.6319

1

Acadêmicos do Curso de Medicina Veterinária – Campus Realeza-UFFS. 

2

Docentes do Curso de Medicina Veterinária. Campus Realeza-UFFS. Correspondência aos autores: adalgiza.neto@uffs.edu.br; adalgiza.uffs@gmail.com

³Docente. Programa de Pós-Graduação em Saúde e Produção Animal Sustentável. Universidade Estadual de Maringá. Campus Umuarama.

4

Docente. Programa de Pós-Graduação em CiênciaAnimal. Universidade Paranaense. Campus Umuarama.

5

Docente do Curso de Medicina Veterinária. Campus Sinop. Universidade Federal do Mato Grosso.

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JAGUSZESKI et al.

ISSN: 1982-1131

Introdução

O Brasil vem apresentando aumento gradativo na 

produção leiteira, batendo o recorde no ano de 2008 na ex-

portação de produtos lácteos, em que os incrementos regis-

trados ultrapassaram 5% ao ano (SEAB/DERAL, 2013). Da-

dos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 

indicaram que no ano de 2011 o país produziu 32 bilhões de 

litros, 4,4 % superior à produção de 2010 (30,7 bilhões de 

litros). O cenário da atividade leiteira brasileira mostra que 

as Regiões Sudeste e o Sul se destacam nesta atividade, com 

participação de 61,8%, dos 32 bilhões produzidos em 2011.

O Estado do Paraná é o terceiro maior estado pro-

dutor de leite no Brasil, ficando atrás de Minas Gerais e Rio 

Grande do Sul, primeiro e segundo colocados respectiva-

mente, sendo que a produção paranaense representa 10,6% 

da produção total do Brasil (SEAB/DERAL, 2013).

O Sudoeste Paranaense é uma região onde a agri-

cultura tem grande importância, se destacando atualmente 

pelo crescimento da produção leiteira que tem transformado 

a Região em uma importante área de captação e industriali-

zação do leite (CAMILO, 2012), o que representa 5,37% da 

produção do Paraná (SEAB/DERAL, 2013). 

Há vários fatores importantes na pecuária leiteira, 

associados à rentabilidade da atividade, destaca-se a repro-

dução que afeta a produtividade dependente de fatores nu-

tricionais, genéticos, sanitários e, acima de tudo, o manejo 

adequado (LEAL et al., 2012).

Diante disso, o pequeno produtor busca cada vez 

melhorar a qualidade do leite e da ordenha, considerando os 

aspectos químicos, físicos e microbiológicos, e a genética 

dos animais. No entanto, a sanidade reprodutiva do rebanho 

ainda é insuficiente, por fatores desde a falta de informações 

do produtor, a dificuldade de diagnóstico das doenças repro-

dutivas,  comprometendo  assim  a  eficiência  reprodutiva  do 

rebanho.

A eficiência reprodutiva (ER) de um rebanho é um 

dos componentes mais importantes no desempenho econô-

mico de uma propriedade de produção de leite (LEITE et al, 

2001), sendo que doenças infecciosas, como a Tricomomo-

nose e a Campilobacteriose influenciam negativamente a ER 

de rebanhos bovinos.

Segundo Nascimento e Santos (2011), a Campilo-

bacteriose bovina é uma doença bacteriana que acomete o 

trato reprodutivo, causando infertilidade temporária e abor-

tos ocasionais. A Tricomonose ou Tricomoníase, causada por 

protozoário, também acomete o trato reprodutivo, levando 

à morte embrionária, infertilidade temporária, aborto até o 

quinto mês de gestação, além de maceração fetal e piometra. 

Ambas as enfermidades são transmitidas venereamente pelo 

touro contaminado.

O PCR, tanto convencional quanto a multiplex, se 

mostraram bastante eficazes e úteis para o diagnóstico de Tri-

comonose e Campilobacteriose (BOTELHO, 2014).

As doenças que afetam a reprodução de bovinos 

contribuem em grande parte para que os índices zootécnicos 

e se mantenham baixo. Porém, doenças que apresentam ma-

nifestações evidentes têm empregado maior interesse, assim 

há a implantação dos programas de controle e/ou erradicação 

(LEAL et al., 2012).

Considerando a importância da cadeia do leite na 

Região Sudoeste do Paraná que compreende o Município de 

Realeza, bem como a importância das doenças reprodutivas 

na eficiência reprodutiva dos rebanhos leiteiros, pretende-se 

com esse estudo, revisar a literatura sobre a Campilobacte-

riose e Tricomonose, disponibilizando informações capazes 

de contribuir para a adoção de medidas de controle e profila-

xia destas doenças.

Desenvolvimento

A Tricomonose bovina é uma doença sexualmente 

transmissível (DST), infecciosa e tendo como agente o pro-

tozoário Tritrichomonas foetus (GOMES, 2015)É um pro-

tozoário ativamente móvel e anaeróbio, se multiplica por di-

visão binária, é sensível ao calor e aos desinfetantes comuns, 

e sobrevive por poucos dias no ambiente (SPOSITO FILHA; 

OLIVEIRA, 2009).

Apresenta distribuição mundial e pode ocorrer em 

qualquer região onde existam bovinos, tanto de corte quanto 

de leite (SPOSITO FILHA; OLIVEIRA, 2009). No Brasil, a 

enfermidade foi diagnosticada pela primeira vez em touros 

doadores de sêmen em uma central de inseminação no Rio 

Grande do Sul (RIET-CORREA et al., 2007).

Em fêmeas, o primeiro sinal clínico é a foliculite e 

vestibulite, devido à maior deposição de tricomonas na por-

ção ventral da vagina e do vestíbulo (GOMES, 2015). Além 

disso, são relatados endometrite, piometra, cervicite, vagini-

te, irregularidades do estro, abortamento precoce, esterilidade 

temporária e morte do feto (SPOSITO FILHA; OLIVEIRA, 

2009). Frequentemente o abortamento ocorre entre o terceiro 

e o quinto mês de gestação (RIET-CORREA et al., 2007). 

Os machos são assintomáticos, podendo atuar como fonte de 

infecção durante toda vida reprodutiva (PAZ JÚNIOR et al., 

2010). Em machos, o parasita pode ser observado com maior 

frequência na cavidade prepucial, mucosa peniana e na por-

ção inicial da uretra. Em fêmeas, o protozoário inicialmente 

se multiplica na vagina. Após alguns dias todo o trato geni-

tal pode estar contaminado (SPOSITO FILHA; OLIVEIRA, 

2009). Se ocorrer gestação, usualmente ocorre a morte do 

embrião e alteração do ciclo estral. Se a gestação continuar, 

pode ocorrer aborto antes do quarto mês com persistência do 

corpo lúteo, destruição e maceração do feto, além de piome-

tra (RIET-CORREA et al., 2007).

A transmissão se dá por via sexual e as fêmeas se 

infectam após a cópula com touro infectado ou vice-versa, 

quando ocorre infecção em quase 100% dos casos (ALVES 

et al., 2011). Além do contato sexual, há evidências de que 

esse parasita possa ser veiculado de modo indireto, por meio 

de corrimento vaginal transferido para cama de feno, vagina 

artificial  contaminada  e  instrumento  obstétrico  (SPOSITO 

FILHA; OLIVEIRA, 2009), ou através da inseminação ar-

cinco celos en las hembras, pues las mismas eliminan los agentes etiológicos. Delante el expuesto, es necesario reconocer la 

necesidad de realizar estudios relacionados con la tricomoniasis y campilobacteriosis en rebaños lecheros, especialmente los 

situados en el sistema de producción familiar, subsidiando esa revisión de literatura.

PALABRAS CLAVE: Ganado lechero. Enfermedades reproductivas. Manejo sanitario.

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tificial  com  equipamentos  ou  sêmen  contaminados  (RIET-

-CORREA et al., 2007).

O diagnóstico de Tricomonose baseia-se no histó-

rico reprodutivo do rebanho, além do isolamento e identi-

ficação do T. foetus. Para o isolamento do protozoário utili-

zam-se, principalmente, amostras colhidas de muco vaginal, 

lavado prepucial, sêmen e conteúdo estomacal de feto abor-

tado (SPOSITO FILHA; OLIVEIRA, 2009). Em fêmeas a 

infecção é temporária, sendo eliminada apóstrês a seis ciclos 

estrais (ALVES et al., 2011).

O controle da infecção causada pelo T. foetus ba-

seia-se na eliminação do protozoário da propriedade, espe-

cialmente na transmissão do agente dos machos para as fê-

meas (GOMES, 2015). Os machos utilizados na reprodução 

devem ser periodicamente testados para a presença de T. fo-

etus e somente deve-se introduzir no rebanho, touro que seja 

comprovadamente negativo, após pelo menos três exames 

consecutivos (SPOSITO FILHA; OLIVEIRA, 2009). 

Como medidas de controle recomendam-se uso da 

inseminação artificial com sêmen e equipamentos adequados 

e utilização de machos jovens (dois a três anos), provenientes 

de propriedades livres da infecção e testados duas a três ve-

zes (RIET-CORREA, et al, 2007). Em rebanhos nos quais a 

inseminação artificial é praticada em todas as fêmeas em re-

produção, a Tricomonose não se mantém (NASCIMENTO; 

SANTOS, 2011).

A Campilobacteriose genital bovina é uma enfer-

midade de caráter eminentemente venéreo, causada pelo C. 

fetus subp. venerealis (PELLEGRIN, 2001), que é um basto-

nete gram-negativo, espiralado, em forma de vírgula ou em 

“S”, possui um ou dois flagelos polares e não forma esporos 

(ALVES et al., 2011). Possui capacidade de aderência bac-

teriana que foi confirmada por meio da microscopia óptica, 

além da determinação de percentagem de bactérias aderidas 

que foi realizada em lâminas tingidas imunoquimicamente 

(CHIAPPARRONE et al., 2011). 

Na vaca o patógeno coloniza a mucosa da vagina, 

cérvix e ovidutos (PELLEGRIN, 2001), atingindo as células 

epiteliais do útero (CHIAPPARRONE et al., 2011). No touro 

esse agente coloniza apenas a mucosa prepucial, e isto se dá 

devido as variações que a bactéria sofre no decorrer da doen-

ça, assim não aparenta caráter invasivo e não induz produção 

de anticorpos (ZIECH et al., 2014). Cerca de um terço das 

vacas infectadas torna-se portadora (QUINN et al., 2005). 

Touros velhos, com mais de cinco anos, uma vez infectados 

podem se tornar portadores por toda vida, enquanto touros 

jovens adquirem a infecção por pouco tempo, recuperando-

-se espontaneamente (RIET-CORREA et al., 2007).

O touro não apresenta sinais clínicos que façam 

suspeitar da enfermidade, mantendo a libido e a capacidade 

fertilizante do sêmen, cujas características físicas e químicas 

não se alteram (RIET-CORREA et al., 2007). Em fêmeas, 

essa doença é caracterizada por infertilidade temporária as-

sociada à morte embrionária precoce, com retorno ao estro 

em períodos irregulares (QUINN et al., 2005), além do au-

mento do intervalo de estro a gestação, maior intervalo de 

partos e raramente abortos, ocorrendo em três a cinco por 

cento das fêmeas doentes, entre o quinto e sétimo mês de 

gestação. Após três ou quatro meses ocorre recuperação do 

endométrio e o animal começa a ciclar novamente (RIET-

-CORREA et al., 2007).

C. fetus subsp. venerealis é transmitido por tou-

ros portadores assintomáticos durante o coito a vacas sus-

ceptíveis (QUINN et al., 2005). A transmissão dos touros 

infectados para fêmeas alcança quase 100% e a infertilidade, 

representada pela repetição de estro, atinge mais comumen-

te as novilhas, sendo que o aborto, em torno do quinto mês 

de gestação ocorre em menos de 10% das acometidas (PEL-

LEGRIN, 2001). O período infértil que se segue à invasão 

uterina pode prolongar-se por três a cinco meses, após o de-

senvolvimento da imunidade natural (QUINN et al., 2005).

Oliveira et al. (2015) realizaram um estudo e deter-

minaram a prevalência da doença no estado de Pernambuco, 

sendo 10,4% (27/258). A prevalência encontrada é semelhan-

te a prevalencia em outras regiões do país. 

A observação das manifestações clínicas, do his-

tórico dos animais e da avaliação dos dados zootécnicos da 

propriedade podem auxiliar no diagnóstico da Campilobac-

teriose (ALVES et al., 2011), que pode ser diagnosticada por 

testes muco cervicovaginal, quanto a presença de anticorpos 

contra antígenos do agente (HIRSH; ZEE, 2009). Amostras 

para a cultura ou observação são mais bem obtidas no prepú-

cio do touro, onde o esmegma é coletado por aspiração com 

a ponta de uma pipeta de inseminação (HIRSH; ZEE, 2009). 

Estudos epidemiológicos realizados nas últimas décadas in-

dicaram que a prevalência de aborto bovino devido a Cam-

pilobacteriose é alta no rebanho brasileiro (NASCIMENTO; 

SANTOS, 2011).

A melhor forma de controle de C. fetus subsp. vene-

realis é a prevenção. Práticas saudáveis e cuidadosas e ma-

nejo reduzem as chances de introdução do agente no rebanho 

(HIRSH; ZEE, 2009). Há alguns fatores de riscos que estão 

interligados com a campilobacteriose bovina, utilização de 

manejo reprodutivo com monta natural, bem como o uso de 

touros com idade superior a quatro ou cinco anos no rebanho 

(PELLEGRIN, 2001).

Considerações Finais

Diante do cenário atual da produção de leite, o pe-

queno produtor busca cada vez mais diminuição dos custos 

de produção, melhoria na qualidade do leite e na genética dos 

animais. No entanto, a sanidade reprodutiva do rebanho fica 

a desejar, principalmente pela falta de informação e diagnós-

tico das doenças reprodutivas. Dessa forma, o desenvolvi-

mento de estudos como esse, possibilita informações capazes 

de contribuir para a adoção de medidas de controle e profila-

xia destas doenças.

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Instituto Biológico, v. 71, n. 1, p. 9-11, 2009.

ZIECH, R. E. et al. 2014. Campylobacter fetus em bovinos 

no estado do Rio Grande do Sul. 

Ciência Rural, v. 44, n. 1, 

p. 141-146, 2014.

Recebido em: 26.11.2016

Aceito em: 14.02.2017

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