Larvicultura do betta em água levemente salinizada

Thiago El Hadi Perez Fabregat, Barbara Wosniak, Rodrigo Takata, Kleber Campos Miranda Filho, João Batista Kochenborger Fernandes, Maria Célia Portella

Resumo


A água levemente salinizada melhora o aproveitamento do alimento vivo durante a larvicultura, principalmente quando as larvas são alimentadas com organismos de água salgada. Este estudo objetivou determinar a concentração letal (CL50) de NaCl na água para larvas de Betta splendens, uma importante espécie ornamental, e avaliar os efeitos de salinidades baixas na larvicultura durante os primeiros 15 dias de alimentação exógena. No primeiro experimento, 400 larvas foram estocadas em 40 aquários (250 mL) e expostas a dez concentrações salinas. No segundo experimento, 360 larvas foram distribuídas em 24 aquários de 1 L (15 larvas aquário-1), em esquema fatorial 2x3 com duas densidades crescentes de presas, começando com 50 e 100 náuplios de Artemia larva-1, e três concentrações salinas (0, 2 e 4 g NaCl L-1). Após 24, 48, 72 e 96 h de exposição, a CL50 foi de 11,7; 10,1; 8,2 e 7,1 g NaCl L-1, respectivamente. No final do experimento 2, as larvas mantidas nas salinidades de 2 e 4 g NaCl L-1 e alimentadas na densidade inicial de 100 náuplios larva-1 apresentaram crescimento superior. O uso da água levemente salinizada (2 a 4 g NaCl L-1) é um protocolo seguro para a larvicultura de B. splendens, não afeta a sobrevivência das larvas e otimiza o uso dos náuplios de Artemia quando densidades elevadas de presas são utilizadas.


Palavras-chave


alimento vivo; larvicultura intensiva; salinidade; toxicidade; peixe ornamental

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DOI: http://dx.doi.org/10.20950/1678-2305.2017v43n2p164

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