Importância do rotífero como alimento no desenvolvimento larval do caranguejo-uçá

Rodrigo Matos de Souza, Renato Rodrigues Neto, Luiz Fernando Loureiro Fernandes

Resumo


O objetivo deste trabalho foi verificar os efeitos da exclusão de rotífero e sua substituição por ração no desenvolvimento, crescimento e sobrevivência de larvas do caranguejouçá (Ucides cordatus). As larvas foram cultivadas individualmente e submetidas a seis tratamentos (T1 a T5 e TR), com 50 réplicas, de zoea (Z1 a Z5) até o estágio de megalopa (M). A alimentação foi composta por náuplios de artêmia e microalgas em todos os tratamentos. O rotífero foi introduzido também como alimento de T1 a T5, exceto em TR, em que a ração comercial microparticulada foi administrada como alimento. O rotífero foi então fornecido nos tratamentos T1-Z1, T2-Z2, T3-Z3, T4-Z4 e T5-Z5 e posteriormente excluído. A baixa sobrevivência com reduzido número de megalopas, observada em TR, aponta que a substituição de rotífero por ração não é uma alternativa viável. A exclusão do rotífero pode ser realizada após a mudança para Z2, mantendo o fornecimento de náuplios de artêmia e microalgas, sem impactar no crescimento, sobrevivência e resistência ao estresse, assegurando megalopas com qualidade para repovoamentos e reduzindo, consequentemente, o manejo e custos envolvidos na produção.


Palavras-chave


Ucides cordatus; larvicultura; alimentação; qualidade

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DOI: http://dx.doi.org/10.20950/1678-2305.2017v43n2p185

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