A dinâmica sazonal das pescarias de pequena escala na Amazônia é definida pelo pulso hidrológico

Raniere Garcez Costa Sousa, Lucirene Aguiar de Souza, Márcia Elane Frutuoso, Carlos Edwar de Carvalho Freitas

Resumo


O presente estudo analisou a dinâmica de uma pescaria de pequena escala na Amazônia, em associação com o ciclo hidrológico. Dados de desembarque pesqueiro foram coletados, diariamente, no período de fevereiro/2007 a janeiro/2008, no Porto Panairzinha em Manacapuru, Amazonas – Brasil (3º 18’33”S e 60º 33’21”W). Os resultados mostraram que a frota atuante no Lago grande é composta por canoas motorizadas e barcos de pesca. Sendo o primeiro superior ao segundo em número. A média do pescado desembarcado foi de 274,15 ton.ano-1. Ocorrendo uma menor produção nos períodos de enchente/cheia e maior na vazante/seca. As principais espécies desembarcadas foram: Colossoma macropomum (tambaqui = 17,8%), Cichla monoculus (tucunaré = 15,5%), Prochilodus nigricans (curimatã = 12,2%), Astronotus ocellatus (acará-açu = 8,7%) e Osteoglossum bicirrhosum (aruanã = 8,4%), predominando a malhadeira (97%) nessas capturas. Foi observado que a sazonalidade do Rio Solimões, influencia diretamente nas pescarias e na disponibilidade do pescado. Nesse sentido, decisões envolvendo o manejo pesqueiro nessa região devem adotar medidas que assegurem a sustentabilidade da pesca local, considerando como essencial a relação entre o peixe, o ambiente e aspectos socioeconômicos das pescarias de pequena escala.


Palavras-chave


desembarque pesqueiro; Panairzinha; pesca artesanal; pulso de inundação; Amazônia Central

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DOI: http://dx.doi.org/10.20950/1678-2305.2017v43n2p207

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