Análise histoquímica da língua de morcegos frugívoros neotropicais (Mammalia – chiroptera) com relato de pigmentação epitelial

Eveline de Cássia Batista de Almeida Alves, Maria Juliana Gomes Arandas, Nivaldo Bernardo de Lima-Junior, Joaquim Evêncio Neto, Katharine Raquel Pereira dos Santos

Resumo


A língua é considerada um órgão-chave para os morcegos, pois os caracteres especializados são utilizados para fins taxonômicos e sistemáticos, estudos cladísticos e elucidação dos padrões dos hábitos alimentares. Objetivou-se caracterizar morfologicamente a língua das espécies Artibeus lituratus, Artibeus planirostris, Artibeus obscurus e Dermanura cinerea e relatar a primeira evidência de melanina no epitélio lingual de morcegos. Foram utilizados 20 exemplares coletados nos municípios de Vitória de Santo Antão e Sirinhaém, em Pernambuco. As línguas foram extraídas e submetidas a técnicas histológicas de rotina, coradas com hematoxilina e eosina (HE) e Fontana-Masson. Nas quatro espécies, foi observado o epitélio estratificado pavimentoso queratinizado, porém com presença de grânulos de melanina na camada basal somente nas espécies A. lituratus, A. planirostris e A. obscurus, evidenciados por meio da técnica de coloração por Fontana-Masson. A melanina encontrada na língua dessas espécies caracteriza-se como o primeiro registro para a ordem Chiroptera e pode estar relacionada à assepsia oral e/ou à inibição de substâncias tóxicas presentes em vegetais. Portanto, há necessidade de novos estudos, visando aprimorar o conhecimento acerca da função do pigmento nesse órgão.

Palavras-chave


Artibeus; Dermanura; melanina; morcegos; morfologia lingual

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DOI: http://dx.doi.org/10.1590/1089-6891v18e-38474

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