Brucella ovis em ovinos: soropositividade e fatores de risco

Carlos Eduardo Dalencar Mendonça, Alexandre Dias Munhoz, Rodrigo Alves Bezerra, Luciana Afonso Guimarães, George Rego Albuquerque, Cristiano Barros de Melo

Resumo


Realizou-se um levantamento sorológico de Brucella ovis em ovinos do Estado de Sergipe, com o objetivo de determinar a positividade e a distribuição da infecção em propriedades rurais e analisar os possíveis fatores associados à infecção. Foram analisadas 54 propriedades criadoras de ovinos, das quais foram colhidas 932 amostras de soro sanguíneo de animais com idade superior a seis meses, nas três regiões do Estado. Todos os soros foram examinados por Imunodifusão em Gel de Agar (IDGA). De acordo com o teste realizado, 46,30% (25/54) das propriedades apresentaram evidência sorológica de infecção por B. ovis, com uma positividade de 4,40% (41/932) dos animais. Como fatores associados à infecção por B. ovis, observaram-se a presença de tratador de ovinos (OR=2,31) e propriedades com área superior a 50 ha (OR=1,98) e como fator de proteção, a utilização de cabanha (OR=0,37). Assim, verificou-se a presença de anticorpos contra Brucella ovis nos ovinos do Estado e salienta-se a importância de estudos complementares para determinação de medidas sanitárias específicas para prevenir os rebanhos desta enfermidade.

Palavras-chave


brucelose; doença; epididimite ovina

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DOI: http://dx.doi.org/10.1590/1089-6891v18e-41635

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