Índice de horizontalidade e remoção de tecidos do capim-marandú

Jéssica Abreu de Sá Medica, Manoel Eduardo Rozalino Santos, Natani Silva Reis, Natascha Almeida Marques da Silva, Julio Gomes Ferreira Neto

Resumo


É possível que a maior disponibilidade de nutrientes no solo promova modificação mais acentuada da forma de crescimento da planta forrageira sob alta frequência de desfolhação. Para testar essa hipótese, caracterizaram-se as modificações na forma de crescimento da Brachiaria brizantha cv. Marandu syn. Urochloa brizantha cv. Marandu (capim-marandu) submetida aos intervalos de corte e à adubação, bem como avaliou-se o efeito dessas modificações sobre as forragens removida e remanescente do corte. O trabalho foi realizado em dois períodos experimentais. Em cada período, experimentos independentes, porém com natureza semelhante, foram realizados. No Experimento 1, de outubro de 2013 até fevereiro de 2014, o capim-marandu foi adubado com 70 kg.ha-1 de N e 50 kg.ha-1 de P2O5 e foram avaliados intervalos de corte (sete, 14, 28, 56 e 112 dias), em delineamento em blocos casualizados, com quatro repetições. No Experimento 2, de novembro de 2014 até março de 2015, além dos mesmos intervalos de corte avaliados no Experimento 1, também foram estudadas duas condições de adubação, sendo uma baixa (50 kg.ha-1 de P2O5 e de 75 kg.ha-1 de N) e outra alta (100 kg.ha-1 de P2O5 e 300 kg.ha-1 de N). No Experimento 2, utilizou-se o esquema fatorial, com dois níveis de adubação e cinco níveis de intervalos de corte, e o delineamento em blocos casualizados, com quatro repetições. No Experimento 1, os maiores índices de horizontalidade (IH) ocorreram (p<0,05) nas plantas sob intervalos de corte de sete, 14 e 28 dias, em relação às plantas cortadas a cada 56 e 112 dias. No Experimento 2, apenas a planta cortada a cada sete dias apresentou (p<0,05) aumento do IH (de 1,3 para 1,5) com a melhoria da alta condição de adubação. A massa de forragem remanescente aumentou (p<0,05) com o intervalo de corte, de 412 para 483 g.m-2 e de 412 para 571 g.m-2 nos Experimentos 1 e 2, respectivamente. No Experimento 2, ocorreu aumento (p<0,05) da massa de forragem remanescente (de 447 para 505 g.m-2) e da percentagem de colmo vivo (de 23 para 33%) com a adubação em todos os intervalos de corte. Em ambos os experimentos, os maiores intervalos de corte incrementaram (p<0,05) a massa de forragem removida (de 95 para 840 g.m-2 e de 44,8 para 843 g.m-2 nos experimentos 1 e 2, respectivamente) e o índice de área foliar (IAF) removido (de 1,0 para 4,3 e de 0,4 para 3,9 nos experimentos 1 e 2, respectivamente). No Experimento 2, a melhoria da condição de adubação resultou em aumento (p<0,05) da massa de forragem removida (de 261,3 para 391,8 g.m-2) e do IAF removido (de 1,6 para 2,1). No Experimento 2, quando a condição de adubação foi alta, houve (p<0,05) menor percentagem de folha viva removida nos dosséis sob cortes intermediários (28 e 56 dias). Quando a desfolhação é muito frequente, a maior disponibilidade de nutrientes no solo contribui para que o capim-marandu modifique sua forma de crescimento de ereta para prostrada, em comparação à condição de menor disponibilidade de nutrientes no solo. O aumento do intervalo de corte e a adubação incrementam a remoção da forragem do capim-marandu.

Palavras-chave


adubação; Brachiaria brizantha; fósforo; nitrogênio; plasticidade fenotípica; Urochloa brizantha

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DOI: http://dx.doi.org/10.1590/1089-6891v18e-43267

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