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Campo Digit@l: Rev. Ciências Exatas e da Terra e Ciências Agrárias, v. 11, n. 1, p.16-24, jan./jul., 2016 

ISSN:1981-092X 

 

Revista Campo Digit@l, v. 11, n. 1, p.16-24, jan./jul., 2016. 

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Arti

go
 

Co
mpleto

 

 

 

RESPOSTAS PRODUTIVAS DE CULTIVARES DE RÚCULA EM SISTEMA HIDROPÔNICO 

 

EVALUATION OF DIFFERENT ARUGULA CULTIVARS IN HYDROPONIC GROWTH 

 

José Luiz da Silva¹ 

 Édina Simone Batista da Silva² 

Lucimara Kolleska³

*

 

1

Engenheiro Agrônomo. E-mail: joseluiz.agro@hotmail.com 

²Professora Engª. Agrônoma. Faculdade Integrado de Campo Mourão. E-mail: silvaesb@ig.com.br 

3

Graduanda em Agronomia. Faculdade Integrado de Campo Mourão. E-mail: lu_agro22@hotmail.comaculdade  

 

RESUMO 

Foram conduzidos dois experimentos independentes com quatro cultivares de rúcula, visando avaliar o seu 
desenvolvimento e produtividade em cultivo hidropônico na solução nutritiva Umuagril. Os experimentos 
foram conduzidos no Município de Campo Mourão e Farol, PR, no período de março a maio de 2014, em 
sistema  NFT  (“Nutrient  Film  Technique”).  O  delineamento  foi  o  inteiramente  casualizados  com  seis 
repetições,  sendo  cada  unidade  experimental  formada  por  cinco  plantas,  totalizando-se  30  plantas  por 
tratamento.  Os  tratamentos  foram:  T1:  ‘Cultivada’;  T2:  ‘Donatella’;  T3:  ‘Folha  Larga’  e  T4:  ‘Selecta’.  As 
semeaduras foram realizadas no dia 12 de março e 11 de abril respectivamente, e no dia 02 e 26 de maio 
realizou-se  a  colheita,  sendo  que,  as  plantas  permaneceram  35  dias  no  local  definitivo,  até  efetuar-se  a 
colheita. As varáveis analisadas foram: número de folhas, comprimento médio das folhas, massa fresca da 
raiz,  massa  fresca  da  parte  aérea  e  massa  fresca  total.  Em  ambos  os  experimentos  a  cultivar  ‘Donatella’ 
apresentou  superioridade  sobre  as  demais,  fato  atribuído  principalmente  às  características  genéticas  da 
mesma. Quanto menor o período de realização do transplantio maior será sua retomada de crescimento e 
desenvolvimento. 

Palavra-chave: Eruca sativa M.; hidroponia; produtividade; solução nutritiva. 

ABSTRACT 

Two independent experiments were carried out with four arugula cultivars aiming to evaluate development 
and  productivity  in  hydroponic  growth  with  the  nutrient  solution  Umuagril.  The  experiments  were 
conducted a small farm between Campo Mourão and Farol, Paraná state, from March to May, 2014. The 
Nutrient  film  technique  was  used.  The  experimental  design  was  complete  randomized  blocks  with  six 
replications.  Each  experimental  unit  consisted  of  five  plants  in  a  total  of  30  plants  per  treatment. 
Treatments were: T1: ‘Cultivated’; T2: ‘Donatella’; T3: ‘Broad Leaf’ and T4: ‘Selecta’. Sowing was performed 
on March, 12th and April, 11th respectively. Plants remained 35 days in situ until harvest, which was carried 
out on May, 02nd and 26th. Number of leaves, leaf average length, root fresh matter, shoot fresh matter, 
and total fresh matter were observed. For both experiments, the cultivar ‘Donatella’ was considered better 
mainly due to its genetic characteristics. The shorter the period of transplanting, the greater its growth and 
development recovery. 

Key Words: Eruca sativa M.; hydroponics; productivity; nutrient solution.

 

 

 

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INTRODUÇÃO

 

A rúcula (Eruca sativa M.) é uma hortaliça 

folhosa 

herbácea 

pertencente 

à 

família 

Brassicaceae,  de  rápido  crescimento  vegetativo, 
ciclo curto, porte baixo, folhas espessas, divididas 
e tenras com nervuras verde ou verde-arroxeadas 
(ALMEIDA et al., 2009). 

Esta 

hortaliça 

é 

consumida 

preferencialmente  in  natura  como  saladas  e  em 
pizzas,  sendo  rica  em  vitamina  A  e  C,  e  em 
minerais  como,  potássio,  enxofre  e  ferro.  Ainda 
contém  vários  fitoquímicos,  que  desempenham 
um  papel  antioxidante  vital  no  corpo,  atua 
também  como  anticancerígena,  pois  elimina 
toxinas, 

que 

são 

responsáveis 

pelo 

desenvolvimento  de  muitas  doenças.  A  cultivar 
utilizada  deve  seguir  a  preferência  do  local 
consumidor (PENTEADO, 2010). 

Por ser  uma planta muito sensível, a sua 

produção 

campo 

é 

abaixo 

daquelas 

consideradas  potenciais  para  a  cultura.  Alguns 
fatores  são  limitantes  e  provocam  perda  de 
qualidade,  sendo  as  dificuldades  para  controlar 
esta  qualidade  um  dos  sérios  problemas  dos 
cultivos realizados a campo (ANDRIOLO, 2013). 

A  mudança  de  hábitos  alimentares,  com 

o consumo cada vez maior de produtos vegetais, 
permite  prever  um  crescimento  potencial  na 
demanda por  hortaliças, com elevada qualidade, 
nas próximas décadas. Para atender ao mercado, 
cada vez mais exigente, precisa-se lançar mão de 
tecnologias  sofisticadas  que  possam  produzir 
hortaliças  de  alta  qualidade.  Como  exemplos 
dessas  tecnologias,  citam-se  o  cultivo  em 
ambiente  protegido,  as técnicas  de  fertirrigação, 
do  cultivo  em  substratos  e  do  cultivo  em 
hidroponia (ANDRIOLO, 2013). 

O  sistema  hidropônico  consiste  em 

produção de hortaliças em meio líquido e seu uso 
vem aumento gradativamente no Brasil, pelo fato 
de  produzir  plantas  de  tamanho  uniforme  e  de 
alta qualidade e produtividade, além de produzir 
o  ano  todo,  com  o  uso  racional  da  água  e  de 

nutrientes,  e  de  baixa  utilização  de  defensivos 
agrícola (ALBERONI, 1998). 

Segundo  Soares  (2002)  o  principal 

sistema  de  cultivo  hidropônico,  em  nível 
comercial, atualmente em uso no Brasil é o NFT. 
O  qual  se  caracteriza  pela  passagem  de  uma 
lâmina  de  solução  nutritiva  pelas  raízes  das 
plantas, com frequência em turnos programados. 
Destaca-se  que  em  quase  todos  os  estados 
cultivam-se  hortaliças  em  hidroponia,  tendo 
como culturas principais, alface, rúcula, pimentão 
e tomate (FARIAS et al., 2011).  

Para  o  sucesso  do  cultivo  hidropônico  é 

imprescindível  conhecer os  aspectos  nutricionais 
e  de  manejo  das  plantas  nesse  sistema  de 
produção.  Alguns  desses  aspectos  que  assumem 
relevância  fundamental  são  a  composição  da 
solução  nutritiva,  a  vazão  de  aplicação  desta 
solução, a espécie cultivada e as condições locais 
de  produção.  Porém  não  existe  uma  formulação 
considerada  ideal,  pois  está  envolvido  um 
número  considerável  de  variáveis,  e  também 
levando  em  conta  que  cada  espécie  tem  sua 
exigência  em  relação  à  água  e  nutrientes 
(RODRIGUES, 2002). 

Com  relação  às  cultivares  de  rúcula 

também 

não 

existem 

muitas 

pesquisas 

demonstrando  o  seu  comportamento  nos 
diferentes  sistemas  de  cultivo  e  relatando 
características maiores quanto a sua fisiologia. A 
maioria das informações está relacionada a prazo 
de emergência, ciclo, coloração de folha e época 
de  colheita,  como  segue:  a  cultivar  ‘Cultivada’ 
possui  um  ciclo  médio  de  45  dias  no  verão e  60 
dias  no  inverno,  uma  coloração  verde-escura  e 
folhas  lisas.  A  cultivar  ‘Donatella’  também  tem 
um ciclo médio de 45 dias no verão e 60 dias no 
inverno,  folha  lisa  e  verde-escura,  uniformidade 
na  emergência  de  plântulas,  precocidade  e 
uniformidade  no  ponto  de  colheita.  A  cultivar 
‘Folha Larga’ possui um ciclo médio de 40 dias e 
60  no  inverno,  alto  vigor  de  plantas,  maior 
precocidade das mudas e na produção. A cultivar 
‘Selecta’  têm  um  ciclo  de  40  dias  no  verão  e  50 
no inverno, folhas largas levemente recortadas e 

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indicadas para épocas  e  regiões  de  clima ameno 
(PROPLANTA, 1998). 

Atualmente  as  pesquisas  utilizando 

diferentes  cultivares  de  rúcula  em  cultivo 
hidropônico,  têm  sido  escassas.  Desta  forma,  o 
produtor não tem a sua disposição materiais que 
lhe  permitam  escolher  cultivares  com  alta 
rentabilidade na solução adequada. Sendo assim, 
este 

trabalho 

objetivou 

avaliar 

desenvolvimento,  produtividade  e  rentabilidade 
de  quatro  cultivares  comerciais  no  sistema 
hidropônico NFT.

 

 

MATERIAL E MÉTODOS 

O  estudo  foi  realizado  em  uma 

propriedade  rural,  localizada  entre  Campo 
Mourão e Farol – PR, na Rodovia BR 272-Km 11, 
latitude 

“24º03’11,70” 

Sul, 

longitude 

“52º31’20,28”  Oeste,  com  uma  altitude  de  625 
metros, no período de abril a junho de 2014. 

O clima da região é classificado como Cfa 

de  acordo  com  o  método  de  Köppen, 
caracterizado  como  um  clima  subtropical.  Nessa 
região  no  mês  mais  frio  possui  temperatura 
média  inferior  a  18ºC  (mesotérmico)  e 
temperatura média no mês mais quente acima de 
22ºC,  com  verões  quentes,  pouca  ocorrência  de 
geadas,  chuvas  nos  meses  do  verão,  não 
possuindo estação seca definida (IAPAR, 2014). 

Foram conduzidos dois experimentos em 

ambiente  protegido,  em  sistema  NFT  de 
produção,  utilizando  nos  tratamentos  as 
cultivares  T1:  ‘Cultivada’;  T2:  ‘Donatella’;  T3: 
‘Folha Larga’ e  T4: ‘Selecta’ em dois períodos de 
transplantio,  o  experimento  1  teve  as  plantas 
levadas  ao  sistema  definitivo  aos  16  dias  após  a 
semeadura  (DAS)  e  no  experimento  2  o 
transplantio se deu aos 10 (DAS). 

A  solução  nutritiva  utilizada  foi  a 

Umuagril, composta por 14,45% N + 3,50% P2O5  
+ 16,60% K2O + 9,70% Ca + 1,0% Mg + 0,80% S. A 
recomendação para 1000 litros de água é de 921 
g  da  formulação  +  1,079  g  de  nitrato  de  cálcio. 

Para  a  produção  das  mudas  foram  colocadas  10 
sementes  por  orifício  da  esponja  fenólica.  Este 
material  foi  mantido  em  mesa  de  germinação 
pelo período de 10 e 16 (DAS), sob irrigação com 
uso  da  solução  nutritiva.  Após  tais  períodos 
foram transportados para as bancadas definitivas 
onde permaneceram até a colheita. 

O  fornecimento  da  solução  ocorreu  a 

cada  15  minutos  das  07h00min  às  20h00min, 
após  o  timer  era  programado  para  desligar  o 
sistema de abastecimento durante a noite. No dia 
02  de  maio  foi  realizada  a  colheita  do 
Experimento  1,  enquanto  o  Experimento  2  foi 
colhido  no  dia  26  de  maio.  Em  ambos  os 
experimentos  as  plantas  permaneceram  por  35 
dias no local definitivo até a colheita. A diferença 
se  deu  apenas  no  período  de  germinação  e 
desenvolvimento  da  muda  que  foi  de  16  e  10 
dias, respectivamente. 

Durante  o  período  de  desenvolvimento 

das  plantas  foram  realizados  dois  tratamentos 
fitossanitários,  com  o  uso  do  inseticida  óleo  de 
Nim  na  dosagem  de  2  g/10  litros,  para  controle 
de  pulgão  verde  (Myzus  persicae),  traça  das 
brássicas  (Plutella  xylostella)  e  lagarta  rosca 
(Agrotis  ypsilon),  e  do  fungicida  Amistar  na 
dosagem  de  2  ml/l,  para  o  controle  do  fungo 
Albugo cândida, causador da ferrugem branca da 
rúcula  e  do  fungo  Erysiphe  cruciferarum
causador do oídio. 

Os  experimentos  foram  conduzidos 

independentemente, 

em 

delineamento 

inteiramente  casualizado,  com  seis  repetições, 
sendo  cada  unidade  experimental  formada  por 
cinco  plantas,  totalizando-se  30  plantas  por 
tratamento.  Avaliaram-se  as  variáveis,  massa 
fresca  total  (MFT),  massa  fresca  da  parte  aérea 
(MFPA),  massa  fresca  da  raiz  (MFR),  todas 
expressas  em  gramas,  número  de  folhas  (NF)  e 
comprimento  médio  das  folhas  (CMF),  expresso 
em cm. 

A  análise  foi  efetuada  pelo  programa 

SASM-AGRI e a comparação de médias pelo teste 
de  Tukey a  5%  de  probabilidade  (CANTERI et al., 
2001).  Enquanto  a  comparação  dos  dois 

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experimentos  foi  realizada  pelo  programa 
SISVAR, com a comparação das médias pelo teste 
de Tukey a 5% (FERREIRA, 2008). 

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO 

Para  a  variável  número  de  folhas,  foi 

observado que, no transplantio aos 16 dias que a 
cultivar  ‘Folha  Larga’  apresentou  a  maior  média 
de  folhas  (41)  sendo  superior  a  cultivar 
‘Cultivada’ (33) não diferindo das demais (Figura 
1).  Para  o  transplantio  aos  10  dias  não  houve 
diferença  entre  elas.  Tal  resposta  pode  ser 
explicada  pela  capacidade  intrínseca  da  cultivar 
de  formar  um  maior  número  de  folhas  e  ainda 
pelo fato da muda, aos 16 dias, ter mais idade, o 

que  permitiu  uma  maior  emissão  de  folhas, 
enquanto que com 10 dias a emissão de folhas foi 
menor. 

Trabalhando 

com 

desempenho 

de 

cultivares de rúcula sob telas de sombreamento e 
campo aberto (COSTA et  al., 2011) observou um 
maior  número  de  folhas  aos  35  dias  para  a 
cultivar  ‘Folha  Larga’  em  relação  a  cultivar 
‘Cultivada”, onde considerou que o fator número 
de  folhas  possa  ser  um  atributo  genético  da 
cultivar,  variando  conforme  o  desenvolvimento 
da planta. 

 

 

Figura  1.  Número  de  folhas  (NF),  observado  no  cultivo  de  rúcula  em  hidroponia,  das 

cultivares  ‘Folha  Larga’,  ‘Selecta’,  ‘Donatela’  e  ‘Cultivada’  em  solução  nutritiva 
transplantadas aos 16 e 10 DAS. Valores seguidos por letras iguais não diferem 
entre si, pelo teste de Tukey (α = 0,05%) Campo Mourão – PR, 2014 

 

Com relação aos valores de comprimento 

médio  de  folhas,  observadas  na  Figura  2,  para 
transplantio  aos  16  dias,  houve  uma  melhor 
resposta com a cultivar ‘Donatella’ (13,48 cm), a 
qual  teve  diferença  apenas  da  ‘Folha  Larga’ 
(11,82  cm).  Já  para  o  transplantio  aos  10  dias  a 
‘Donatella’  foi  superior  as  demais.  Isto  pode  ter 
ocorrido  devido  ao  melhor  desenvolvimento  do 

sistema  radicular  desta  cultivar  (Figura  3),  fator 
que pode ter favorecido o maior crescimento das 
folhas devido a uma maior absorção da solução. 

Os  resultados  apresentados  na  Figura  2 

aproxima-se  daquele  realizado  por  Guerra  et  al. 
(2011),  onde  o  mesmo  cita  que  de  acordo  com 
ISLA  (2002)  importadora  de  sementes,  que  o 
tamanho comercial das plantas é em torno de 12-

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16 cm de  altura, cujos resultados deste  trabalho 
também se enquadram. 

 

 

 

Figura  2.  Comprimento  médio  das  folhas  (CMF),  observado  no  cultivo  de  rúcula  em 

hidroponia, das cultivares ‘Donatella’, ‘Cultivada’, ‘Selecta’ e ‘Folha Larga’ em 
solução nutritiva transplantadas aos 16 e 10 DAS. Valores seguidos por letras 
iguais não diferem entre si, pelo teste de Tukey (α = 0,05%) Campo Mourão – 
PR, 2014. 

 

 

Figura 3. Massa fresca da raíz (MFR), observado no cultivo de rúcula em hidroponia, das 

cultivares ‘Donatella’, ‘Cultivada’, ‘Selecta’ e ‘Folha Larga’ em solução nutritiva 
transplantadas aos 16 e 10 DAS. Valores seguidos por letras iguais não diferem 
entre si, pelo teste de Tukey (α = 0,05%) Campo Mourão – PR, 2014. 

 

Para  as  variáveis  massa  fresca  de  raiz 

(Figura 3), massa fresca da parte aérea (Figura 4) 
e  massa  fresca  total  (Figura  5)  observou-se 
superioridade  da  cultivar  ‘Donatella’,  a  qual 

diferiu  da  ‘Cultivada’ e  ‘Folha  Larga’,  apenas aos 
10  DAS.  Tal  resposta  pode  ser  devido  ao  fato 
destas  cultivares  apresentarem-se  nos  primeiros 
estádios  de  desenvolvimento,  visto  que,  quanto 

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mais nova estiver a planta menor será o estresse 
no  momento  do  transplantio  e  mais  rápida  sua 
recuperação e retomada de desenvolvimento. Em 
trabalho  realizado  por  Vavrina  (1998)  citado  por 
Reghin  et  al.  (2007)  onde  avaliou-se  a 
produtividade da chicória (Chichorium endivia L.) 
em  função  de  tipos  de  bandeja  e  idade  de 

transplante  de  mudas,  citou-se  que,  seguido  do 
transplante,  mudas  mais  velhas,  têm  um  tempo 
limitado  para  a  retomada  do  desenvolvimento 
vegetativo, até o início da maturação, o que pode 
causar menor desenvolvimento das plantas. 

 

 

Figura  4.  Massa  fresca  da  parte  Aérea  (MFPA),  observado  no  cultivo  de  rúcula  em 

hidroponia, das cultivares ‘Donatella’, ‘Cultivada’, ‘Selecta’ e ‘Folha Larga’ em 
solução nutritiva transplantadas aos 16 e 10 DAS. Valores seguidos por letras 
iguais não diferem entre si, pelo teste de Tukey (α = 0,05%) Campo Mourão – 
PR, 2014. 

 

 

Figura  5.  Massa  fresca  total  (MFT),  observado  no  cultivo  de  rúcula  em  hidroponia,  das 

cultivares  ‘Donatella’,  ‘Cultivada’,  ‘Selecta’  e  ‘Folha  Larga’  em  solução  nutritiva 
transplantadas aos 16 e 10 DAS. Valores seguidos por letras iguais não diferem 
entre si, pelo teste de Tukey (α = 0,05%) Campo Mourão – PR, 2014. 

 

  

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Quando procedeu-se a comparação entre 

os dois experimentos com o transplantio aos 16 e 
10  dias,  pode-se  observar  que  as  cultivares 
‘Donatella’ 

‘Cultivada’ 

apresentaram 

superioridade  quando  transplantadas  com  10 
DAS  quanto  ao  número  de  folhas  emitidas 
(Tabela 1). 

 

 

Tabela 1. Comparação entre os 16 e 10 DAS para a variável número de folhas, observado no cultivo de 

rúcula  em  hidroponia,  das  cultivares  ‘Folha  Larga’,  ‘Selecta’,  ‘Donatela’  e  ‘Cultivada’  em 
solução nutritiva. Campo Mourão – PR, 2014. 

Cultivar 

16 dias 

10 dias 

T3 - ‘Folha Larga’ 

41,00 aA 

42,00 aA 

T4 - ‘Selecta’ 

40,00 aA 

41,00 aA 

T2 - ‘Donatella’ 

38,00 abB 

44,00 aA 

T1 - ‘Cultivada’ 

33,00 bB 

40,00 aA 

CV (%) 

9,89 

DMS Cultivar 

6,17 

DMS Experimentos 

4,63 

Valores seguidos por letras minúsculas iguais, nas colunas, e maiúscula, nas linhas, não diferem entre si, pelo 
teste de Tukey (α = 0,05%). 

 

Para  a  variável  comprimento  médio  de 

folhas, 

na 

comparação 

entre 

os 

dois 

experimentos,  observou-se  que  houve  um 
desenvolvimento  maior  para  todas  as  cultivares 

quando transplantadas aos 10 DAS. Mantendo-se 
o  mesmo  padrão  de  resposta  para  os  diferentes 
períodos,  com  a  ‘Donatella’,  ‘Cultivada’  e 
‘Selecta’ sendo as mais desenvolvidas (Tabela 2). 

 
Tabela 2. 
 Comparação entre os 16 e 10 DAS para a variável comprimento médio de folhas, observado 

no  cultivo  de  rúcula  em  hidroponia,  das  cultivares  ‘Folha  Larga’,  ‘Selecta’,  ‘Donatela’  e 
‘Cultivada’ em solução nutritiva. Campo Mourão – PR, 2014. 

Cultivar 

16 dias 

10 dias 

T2 - ‘Donatella’ 

13,48 aB 

15,67 aA 

T1 - ‘Cultivada’ 

12,55 abB 

14,56 abA 

T4 - ‘Selecta’ 

12,51 abB 

14,67 abA 

T3 - ‘Folha Larga’ 

11,82  bB 

13,95  bA 

CV (%) 

5,52 

DMS Cultivar 

1,18 

DMS Experimentos 

0,88 

Valores seguidos por letras minúsculas iguais, nas colunas, e maiúscula, nas linhas, não diferem entre si, pelo 
teste de Tukey (α = 0,05%). 

 

Resultado que comprova o que Pereira e 

Martins  (1999)  citado  por  Magro  et  al.,  (2011) 
reporta na avaliação da produção de repolho em 
função  da  idade  das  plantas,  que  o  tempo  de 
permanência  das  mudas  nas  bandejas  de 

germinação restringem o crescimento do sistema 
radicular  e  isto  pode  causar  uma  acentuada 
perda  na  produtividade.  Desta  forma,  sua 
permanência  nas  células  deve  se  o  mínimo 
possível. 

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Silva et al. 2016 

 

Revista Campo Digit@l, v. 11, n. 1, p.16-24, jan./jul., 2016. 

http://revista.grupointegrado.br/revista/index.php/campodigital 

ISSN: 1981-092X

 

 

23 

Segundo  Belfort  e  Gomes  (2000),  o 

insucesso  de  muitos  empreendedores  tem  sido 
atribuído  à  falta  de  observação  do  momento 
adequado para o transplante. A idade em que as 
mudas  vêm  sendo  transplantada  pode  estar 
prejudicando  a  produção  e  a  qualidade  do 
produto colhido. 

 

CONCLUSÕES 

Observando  os  resultados  concluímos 

que  para  ambos  os  experimentos  e  na 
comparação  entre  as  cultivares  a  ‘Donatella’ 
apresentou  superioridade  sobre  as  demais,  fato 

atribuído 

principalmente 

às 

características 

genéticas da mesma. 

Quanto  mais  cedo  se  realiza  o 

transplantio das mudas, maior será sua retomada 
de  crescimento  e  desenvolvimento. Desta  forma 
além  da  escolha  de  uma  cultivar  que  melhor  se 
adapta  ao  sistema  de  cultivo  NFT,  precisa-se 
saber também o período ideal para o transplantio 
das  mudas  evitando  assim  uma  perda 
significativa na produtividade. 

 

 

 

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Recebido: 02/10/2015 
Aceito: 04/12/2015 

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