Equídeos infectados por Leishmania (Leishmania) Infantum na área endêmica de Teresina, Piauí, Brasil

Nilton Andrade Magalhães, Francisco Humberto da Silva Ribeiro, Eláine Gonçalves Oliveira, Aline Pereira Martins, José Arnaldo de Sá Junior, Lucilene Santos Silva, Cristian Francisco de Carvalho Oliveira, Maria das Graças Prianti, Diego Peres Alonso, Francisco Assis Lima Costa

Resumo


Objetivou-se com este estudo pesquisar infecção natural de equídeos por Leishmania sp em área endêmica de leishmaniose tegumentar americana de Teresina, Piauí, Brasil. As leishmanioses são causadas por protozoário hemoflagelado, intracelular integrante do gênero Leishmania. Clinicamente observa-se uma variedade de sinais desde lesões cutâneas até formas viscerotrópicas que são mais graves e potencialmente fatais. Constituem grande problema de saúde pública mundial. O cão é considerado o principal reservatório doméstico de leishmaniose visceral americana (LVA). No peridomicílio de moradias rurais, os equídeos, embora com menor relevância que os canídeos, podem se transformar em importante hospedeiro para este parasito. Coletou-se sangue periférico de 42 equídeos para pesquisa de DNA de leishmânia spp através da técnica de “nested” reação em cadeia de polimerase (PCR) com oligonucleotídeos flanqueando a região ribossomal internal transcribed spacer 1 (ITS’1). A confirmação da espécie foi realizada pela digestão do produto amplificado com enzima de restrição Hae III. Os animais não apresentavam sinal clínico sugestivo de nenhuma patologia, entretanto 21 (50%) foram PCR positivos para leishmaniose (14 equinos, quatro asininos e três muares). A digestão do produto da “nested” PCR permitiu identificar sequências de DNA de Leishmania (Leishmania) infantum, caracterizando a infecção como leishmaniose visceral americana (LVA). A presença de equídeos infectados com Leishmania (Leishmania) infantum sugere sua participação no ciclo de transmissão da leishmaniose visceral em Teresina, Piauí, Brasil.


Palavras-chave


endemia; Leishmaniose visceral; PCR

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DOI: http://dx.doi.org/10.4322/rbcv.2016.050

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