Manejo de reprodutores e controle da reprodução de peixes marinhos da costa brasileira

Vinicius Ronzani Cerqueira, Cristina Vaz Avelar de Carvalho, Eduardo Gomes Sanches, Gabriel Passini, Manecas Baloi, Ricardo Vieira Rodrigues

Resumo


No Brasil alguns peixes marinhos são criados desde o século XVII. Entretanto, o conhecimento sobre o manejo de reprodutores e o controle da reprodução é recente. As pesquisas sobre peixes marinhos brasileiros começaram em 1979, com a tainha. Entretanto, não tiveram continuidade, de forma que se pudesse estabelecer a criação comercial da espécie. A partir de 1990 novas espécies passaram a ter o interesse de pesquisadores brasileiros, priorizando peixes carnívoros com alto valor de mercado. Este trabalho tem como objetivo destacar o conhecimento acumulado sobre algumas espécies (sardinha, tainha, robalo, garoupa e bijupirá), considerando sua importância econômica e ambiental. São caracterizados aspectos do controle da reprodução, incluindo o manejo de reprodutores, a indução hormonal de desova e o cuidado com ovos e larvas. Para a maioria das espécies são empregadas terapias hormonais para obtenção da desova, destacando-se o uso de análogo do LH-RH. No caso do bijupirá, as desovas podem ser espontâneas. As cinco espécies tem elevada fecundidade, mas ovos e larvas são pequenos e frágeis, tornando a larvicultura um processo ainda custoso devido aos baixos índices de sobrevivência. Contudo, apesar da necessidade de mais estudos, já se encontram à disposição do setor produtivo tecnologias que permitem a produção em escala comercial de diversos peixes marinhos nativos.

Palavras-chave


desova; indução hormonal; ovos marinhos; larvicultura; peixe nativo

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