Controle reprodutivo em biotérios de criação de animais de laboratório com ênfase em roedores

Luisa Maria Gomes de Macedo Braga

Resumo


A pesquisa experimental utiliza em sua grande maioria ratos e camundongos. Os animais de laboratório são caracterizados pela sua genética (isogênicos ou heterogênicos) definida através de práticas reprodutivas sistemáticas (acasalamentos irmão x irmão ou randômicos). O conhecimento da biologia e genética destes é fundamental para que se estabeleçam controles reprodutivos capazes de evitar desperdícios espaciais, financeiros e sobretudo o descarte excessivo de excedentes. O uso de animais isogênicos elimina a variabilidade genética em experimentos, uma vez que possuem ao menos 98,2% de homozigose em seus alelos e formam uma linhagem onde as características genéticas e fenotípicas são únicas e exclusivas. O uso de linhagens permite a reprodutibilidade de experimentos ao longo do tempo e em diferentes laboratórios. Ao contrário, animais heterogênicos, chamados de estoque ou colônias que objetivam mimetizar a variabilidade genética de uma população, são mantidos em acasalamentos randômicos, não possuem uma genética definida e suas características fenotípicas podem variar entre laboratórios. Tanto um quanto o outro exigem esquemas reprodutivos rígidos para garantir a qualidade e fidedignidade dos experimentos.

Palavras-chave


isogênicos; heterogênicos; controle reprodutivo; camundongo; rato

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