Técnicas reprodutivas para a conservação de felídeos silvestres

Nei Moreira

Resumo


Os felídeos, principalmente os grandes, muitas vezes são vistos como ícones ou, na terminologia acadêmica, como espécie bandeira simbolizando o ecossistema. Para que as técnicas de reprodução assistida (TRAs) possam desempenhar um papel significativo na conservação de felídeos, é essencial que as técnicas mais fundamentais de IA, FIV e TE, além da criopreservação de espermatozoides e embriões, primeiro sejam completamente desenvolvidas via estudos sistemáticos. Para a coleta de sêmen em felídeos, geralmente tem sido usada a eletroejaculação ou a coleta farmacológica, com fármaco que induz a ejaculação. Uma abordagem para superar a baixa qualidade do sêmen após a criopreservação, tem sido utilizar a inseminação laparoscópica, que possibilita depositar o sêmen no ápice do corno uterino ou mesmo no oviduto, para alcançar uma fertilidade mais satisfatória. Considerando que os felídeos geralmente têm uma expectativa de vida curta, baixa produção de filhotes (1-4 filhotes/ninhada) e início precoce da senescência reprodutiva (~7-10 anos de idade), a atual manutenção de populações geneticamente viáveis em cativeiro é muito difícil. As TRAs oferecem uma ferramenta potencial para enfrentar esses desafios de manejo e auxiliar na conservação de felídeos silvestres.

Palavras-chave


reprodução; manejo reprodutivo; felinos; inseminação artificial; banco de reserva genômica

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.





Revista Brasileira de Reprodução Animal
 
Colégio Brasileiro de Reprodução Animal
Av. Cel. José Dias Bicalho 1224 - Lj. 4
CEP: 31275-050 - Belo Horizonte, MG
Fone: (+55 31)491-7122
 
cbra@cbra.org.br
http://www.cbra.org.br/portal/index.htm