Produção in vivo de embriões ovinos

Pedro Henrique Nicolau Pinto, Mario Felipe Alvarez Balaro, Eduardo Kenji Nunes Arashiro, Ríbrio Ivan Tavares Pereira Batista, Maria Emília Franco Oliveira, Gláucia Mota Bragança, Jeferson Ferreira Fonseca, Felipe Zandonadi Brandão

Resumo


A presente revisão tem por objetivo abordar os aspectos técnicos em estudos nas diferentes etapas da múltipla ovulação e transferência de embriões em ovinos (MOTE). Apesar dos inúmeros avanços a alta variabilidade de resposta à superovulação ainda é um entrave para esta biotécnica. Visando driblar este gargalo diferentes estratégias têm sido testadas para selecionar fêmeas com melhor potencial de resposta, como a contagem de folículos antrais, pré-seleção com eCG, repetibilidade de resposta, dosagem do hormônio anti-Mülleriano e sincronização da onda folicular. Ajustes de protocolos superovulatórios modificando a frequência, o número de aplicações e a diminuição da dose total de FSH, têm sido testados. Outra tendência é a substituição de procedimentos cirúrgicos por técnicas menos invasivas, prezando pelo bem estar animal e também pela simplificação de processos. Resultados satisfatórios para avaliação de doadoras por ultrassonografia ao invés de laparoscopia ilustram esta tendência. Adicionalmente, a inovulação não cirúrgica já se mostra exequível. Porém, etapas como a seleção de receptoras e a criopreservação de embriões também têm potencial para melhorar os índices. Associando os esforços e resultados de diferentes linhas de pesquisas, a MOTE em ovinos têm evoluído e seu uso para pesquisa ou produção animal tem-se ampliado.

Palavras-chave


transferência de embriões; coleta de embriões; superovulação; ultrassonografia; ovelha

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