Proteínas do sêmen e sua relação com a resistência à congelação em ejaculados de diferentes varrões

Ricardo Toniolli, Daianny Barboza Guimarães, Tatyane Bandeira Barros

Resumo


A identificação de proteínas presentes no sêmen possibilitará a busca por marcadores de congelabilidade. O presente trabalho teve como objetivo identificar proteínas espermáticas relacionadas com a proteção durante a criopreservação. O sêmen de quatorze reprodutores foi coletado uma vez por semana, descongelado, ressuspenso e analisado. Para o estudo da proteômica, estes foram submetidos à eletroforese bidimensional. A busca por marcadores de congelabilidade, foi feita pela divisão dos animais em dois grupos: congelabilidade boa (GFEs) e ruim (PFEs), através dos resultados de vigor e motilidade após a descongelação. Isto possibilitou comparar as proteínas presentes em cada grupo e correlacioná-las com a criopreservação do sêmen. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso. A análise estatística foi processada através da avaliação das médias e desvios padrões, com os testes de Mann-Witney e o teste t de Student. Para comparação foi utilizado o teste ANOVA com pós-teste de Tukey (5%). Os animais de GFEs = 2,2 ± 0,8 e 41,8 ± 22,9 e os de PFEs = 1,9 ± 0,6 e 26,8 ± 17,5. Foram encontrados 263 ± 62,2 spots por gel e um total de 234,2 ± 54,6 spots de forma consistente nos géis dos animais. Foram encontrados 5 spots que divergiram entre os grupos (3 mais expressos no PFES e 2 spots no GFEs). No estudo da composição proteica da membrana espermática, os cinco spots detectados podem atuar como possíveis marcadores de congelabilidade para o sêmen suíno.

Palavras-chave


criopreservação; proteômica; sêmen suíno; espermatozoide

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