A eficácia do controle químico varia com o genótipo de azevém e a temperatura do ar no momento da aplicação

Liese de Vargas Pereira, Leonardo Bianco de Carvalho, Taísa Dal Magro

Resumo


Este trabalho visou estudar alternativas para o manejo químico de azevém (Lolium multiflorum), levando em consideração fatores ambientais e biológicos no momento da aplicação dos herbicidas, bem como a possível resposta diferencial entre biótipos da espécie. Objetivou-se avaliar a influência da temperatura do ar no controle químico de dois biótipos de azevém. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, em delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições e organizado em esquema fatorial 2x2x10 (biótipo, temperatura e herbicida). Um biótipo foi proveniente de área com cultivos anuais e o outro, de cultivo perene. Os herbicidas testados foram: clethodim, clodinafop-propargyl, fenoxapropp-ethyl+clethodim, glyphosate, iodosulfuronmethyl, paraquat, paraquat+diuron, sethoxydim e tepraloxydim. A aplicação ocorreu em plantas mantidas sob temperatura do ar de 20-22 ºC e 30-34 ºC. O controle foi avaliado aos 7, 14, 21 e 28 dias após a aplicação dos tratamentos, atribuindo-se o percentual de 0 a 100 que correspondeu à ausência de injúria e morte das plantas, respectivamente. Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey (P=0,05). Em geral, os herbicidas foram mais eficazes em temperatura de 20-22 ºC, sendo que a temperatura de 30-34 ºC prejudicou o controle do azevém. A suscetibilidade aos graminicidas foi dependente do biótipo em aplicação sob temperatura de 30-34 ºC.

Palavras-chave


Lolium multiflorum; herbicidas; condição ambiental

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.





Revista de Ciências Agroveterinárias
 
Centro de Ciências Agroveterinárias - UDESC
Av. Luiz de Camões, 2090 - Bairro Conta Dinheiro
CEP 88520-000 - Lages - SC
Tel (+55 49) 3289-9152
 
rca.cav@udesc.br