A Importância Do Núcleo De Apoio À Saúde Da Família (NASF) Na Saúde Pública – Integração Do Médico-Veterinário Em Programas De Saúde Pública

M. Dalcuchi

Resumo


O trabalho divulga um projeto desenvolvido no município de Espigão Alto do Iguaçu, Estado do Paraná, Brasil, em que existe atuação do médico-veterinário no Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF). De modo geral, os profissionais que compõem esse núcleo agem de maneira colaborativa, e um não interfere com a área do outro. O projeto demonstra que a ação conjunta determina resultados positivos bastante expressivos para o bem-estar da população. No ano de 2011, o médico-veterinário passou a atuar no NASF. Como esse profissional já realizava relevantes tarefas dentro da saúde pública, foi formalizado um projeto que tinha por base a conscientização de gestores e da população. Os trâmites burocráticos foram realizados e o projeto foi encaminhado à regional de saúde para a obtenção do amparo legal. O objetivo central do projeto era amenizar os problemas encontrados na fila de espera do posto de saúde, com uma equipe diversificada e qualificada, que adotava uma ótica diferente da protagonizada pelos profissionais que já trabalhavam nesse domínio. Diante da Portaria e adesão ao Saúde – Atenção Básica (e-SUS), foi formada uma equipe de profissionais diversos, de escolha dos gestores e que supria as necessidades do município. Nesse caso, a equipe constituída por um preparador físico, um psicólogo, um nutricionista e um médico-veterinário passou a ser o NASF do pequeno município de Espigão Alto do Iguaçu, que tem a sua população de 4.640 habitantes. Num primeiro momento, houve uma reunião de todos os profissionais envolvidos, para que fosse delimitado o papel individual dos diversos membros do grupo. Foi efetuada a discussão de como, onde e por que o NASF deveria atuar. Depois da formação dos grupos, foram iniciados os trabalhos em campo, que envolvia prioritariamente gestantes, crianças obesas, pais de crianças obesas, adultos obesos, população sem-teto, aldeia indígena, comunidade de paraguaios, grupo de pressão alta e diabetes, auxílio aos agentes de combate as endemias (ACE) no combate à dengue, campanhas de Outubro Rosa e Agosto Azul, AIDS, tuberculose e hanseníase. O objetivo final foi alcançado com sucesso, pois houve uma mudança do quadro precário e diminuição da demanda no posto de saúde, com intensificação de ações destinadas à prevenção. Além disso, com os ACS foram identificados os casos de saúde mental. Nas escolas, foi efetuado o trabalho de prevenção na área odontológica, além de palestras em reuniões intersetoriais com as outras secretarias. 


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