Ações de controle populacional canino e felino no município de pelotas, estado do Rio Grande do Sul, Brasil

G. F. Kaster, I. M. Madrid, F. M. Souza Neto

Resumo


locais constataram a considerável multiplicação de cães e gatos errantes e semidomiciliados no município de Pelotas, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, criando condições propícias à proliferação de zoonoses, verminoses, micoses e infestações por pulgas e carrapatos, além da sujeira e odor causados por suas fezes e urina. A necessidade da adoção de medidas para o controle de reprodução de cães e gatos passou a ser entendida como investimento em saúde pública. Desse modo, no ano de dezembro de 2013 foi criado o Programa de Controle Populacional de Cães e Gatos no município de Pelotas, que se apoiou em um convênio de cooperação técnica e científica firmado entre o município e a organização sem fins lucrativos SOS Animais. O programa implantado foi delineado para conter o aumento da população de cães e gatos que vivem nas ruas e para conscientizar os moradores sobre a tutela responsável de animais e sobre as vantagens da esterilização cirúrgica destes. A metodologia de trabalho adotada foi o sistema linear recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para programas de controle populacional, atuando-se concomitantemente em três regiões da cidade, observando-se a prioridade para a esterilização de 95% de fêmeas e 5% de machos. Uma vez atingida a marca mínima de 80% de castração das fêmeas da região, buscou-se uma nova zona, sendo que a anterior passou a ser monitorada para constatar o aparecimento de novas fêmeas férteis. A técnica escolhida para castração foi a ovário-salpingo-histerectomia com incisão pelo flanco e orquiectomia com corte na linha mediana – métodos recomendados para castração em massa. Todos os animais receberam um microchip de identificação com o número vinculado a seu responsável ou a seu local de origem, para fins de monitoramento posterior. No ano de 2014 o programa realizou a castração mensal de 300 animais, e a partir de então houve acréscimo mensal de 20%, até ser atingido o valor de 500 animais esterilizados por mês. Dessa maneira, no ano de 2014 foram esterilizados 3.600 animais (3.420 fêmeas e 180 machos); no ano de 2015 foram castradas 4.104 fêmeas e 216 machos, totalizando 4.320 animais; no ano de 2016, com registros até o mês de junho, foram castrados 1.512 animais (1.436 fêmeas e 76 machos). Do exposto, depreende-se que o programa vêm atingindo seus objetivos. 


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