Estratégias para o manejo populacional de cães e gatos aplicadas no município de Araucária, estado do Paraná, Brasil

F. M. Wolff

Resumo


Atividades de manejo populacional de cães têm sido empregadas como política pública em diversos municípios brasileiros. Conhecer a dinâmica da população canina, incluindo o seu grau de dependência e vínculo com a população humana e o uso de áreas urbanas, tem se mostrado necessário para o seguimento e efetividade de programas públicos de manejo de cães. De acordo com o 8º informe do Comitê de Especialistas da Organização Mundial da Saúde em Raiva, “a renovação das populações caninas é muito rápida e a sua taxa de sobrevivência facilmente sobrepõe a sua taxa de eliminação”, fato que tem contribuído para avanços no planejamento e execução de políticas públicas por parte de gestores municipais. A discussão ética no controle das populações de cães e gatos acontece em um período transacional da saúde pública veterinária, na qual os animais são analisados sobre dois prismas: 1) agentes transmissores de doenças zoonóticas; e 2) membros integrantes das famílias e comunidades. Diversos municípios brasileiros executam políticas públicas de manejo de populações de cães e gatos e identificam animais de rua vinculados afetivamente a determinadas comunidades, pelo acesso a fontes de alimento, abrigo e cuidados básicos de saúde. Os animais em sua maioria são conhecidos e aceitos pela comunidade local, estando bem adaptados ao ambiente, sendo o seu recolhimento não desejado pelos seus cuidadores. Contudo, observa-se também a insatisfação de parte da comunidade local com a presença dos cães nas ruas, podendo esta intervenção não ser aceita. O uso de indicadores para mensurar os impactos do programa é um importante instrumento a ser utilizado, para identificar os sucessos e limitações da intervenção para novas tomadas de decisão. O objetivo da realização deste simpósio na VII Conferência de Medicina Veterinária do Coletivo é o de promover a análise e discussão das estratégias de manejo atualmente empregadas para cães de comunidades e se existem indicadores para a avaliação do impacto de intervenções. 


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