Avaliação parasitológica de cães militares do 1º batalhão de operações especiais da brigada militar do municípío de Porto Alegre, estado do Rio Grande do Sul, Brasil: colheitas efetuadas durante o ano de 2015

S. M. T. Marques, T. M. Veronezi, M. Ramos

Resumo


A Brigada Militar (BM) tem a missão de preservar a ordem pública, a incolumidade das pessoas e do patrimônio e conta com as unidades de policiamento ostensivo, rodoviário, ambiental, aéreo, operações especiais, bombeiros, atendimento a turistas e em áreas de fronteira. No auxílio às operações, a BM trabalha com cães militares adestrados no Canil Central do 1º Batalhão de Operações Especiais (1º BOE), do município de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, dando suporte para trabalhos de busca e apreensão de drogas e explosivos, proteção e segurança de ambientes públicos. O Laboratório de Helmintose da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul desenvolve parceria com a BM, executando os diagnósticos parasitológicos para garantir a sanidade, pois as parasitoses de cães são patogênicas e algumas delas apresentam caráter zoonótico. A BM tem em seu plantel uma média de 30 cães adultos em trabalho de rotina e utiliza protocolo antiparasitário bianual com o princípio ativo à base de pamoato de pirantel e praziquantel. O manejo sanitário consta de desinfecção mensal do canil e retirada das fezes uma a duas vezes por dia e os cães pernoitam em boxes individuais. O trabalho, realizado durante o ano de 2015, examinou materiais colhidos de 29 cães, machos e fêmeas das raças Pastor Alemão, Pastor Belga, Rottweiler, Australian Cattle Dog e Labrador. Foram processadas 58 amostras de fezes com o emprego dos métodos de flutuação com solução saturada de cloreto de sódio (WillisMollay) e do método de sedimentação (Lutz), totalizando 116 exames. No método de sedimentação não houve amostras positivas para a presença de cestoides e/ou trematoides. No método de flutuação, a frequência de amostras positivas foi de 22,4% (13), mostrando na microscopia óptica ovos de Toxocara canis (7,7%) e de Ancylostoma spp. (84,6%), havendo apenas animais monoinfectados. Na avaliação individual, todos os cães se apresentavam respondendo bem às rotinas laborais diárias e sem qualquer alteração decorrente de verminose. Após a avaliação das amostras, a conduta médica para os animais infectados foi a desverminação; todos os boxes foram submetidos novamente à desinfecção com produto à base de hipoclorito de sódio. A segunda coleta de amostras fecais foi efetuada duas semanas após o tratamento com nova avaliação parasitológica e com resultado negativo. Os resultados obtidos ressaltam a importância da realização periódica de exames parasitológicos em cães para tratamento específico e da adoção de medidas de controle e profilaxia, para também impedir que os militares adestradores se infectem com agentes etiológicos de zoonoses. 


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