Perfil e percepção dos discentes integrantes do projeto “veterinário aprendiz voluntário”, voltado à medicina veterinária de abrigo, realizado no município de Lavras, estado de Minas Gerais, Brasil

T. F. R. Marques, F. O. C. P. Ramos, K. A. Carvalho, C. D. Maimone, J. N. Seixas

Resumo


No primeiro semestre de 2015, foi iniciado o projeto “Veterinário Aprendiz Voluntário”, que tem o objetivo de desenvolver os aspectos de cidadania nos alunos de Medicina Veterinária da Ufla por meio de práticas nos cuidados gerais aos animais necessitados. O projeto é realizado no Parque Francisco de Assis, que é uma ONG sem fins lucrativos situada no município de Lavras/MG com a missão abrigar e cuidar de cerca de 450 cães abandonados. Para obter um panorama sobre as atividades desenvolvidas no primeiro semestre de execução do projeto, foi aplicado um questionário, para os discentes integrantes do projeto (43 alunos) para investigar os seus perfis, bem como o grau de satisfação, a qualidade de vida dos animais e as sugestões de melhorias no abrigo. A grande maioria dos discentes (38 alunos) afirmaram ter facilidade para trabalhar em equipe e as principais motivações para participar do projeto foram: gostar de animais (39 alunos) e de trabalho voluntário (34 alunos) e ter interesse em veterinária do coletivo (33 alunos). Mais da metade (25 alunos) já exerceu atividade voluntária. A maioria dos discentes são mulheres (39 alunos) com idades que variaram de 20 a 30 anos. Acreditam (38 alunos) que a participação no projeto influenciará positivamente suas formações profissionais, na realização dos trabalhos sociais e em grupo, e que propicia o contato com um grande número de cães, o que é um grande diferencial quando comparado ao ambiente universitário de ensino. As três áreas de maior preferência de aprendizado pelos estudantes foram, respectivamente, a clínica (32 alunos), a cirúrgica (25 alunos) e a Medicina Veterinária do Coletivo (13 alunos). Os voluntários perceberam os problemas de superlotação das baias, que favorecia as brigas entre cães, e deram sugestões para melhorar a recreação dos animais, como: aumentar o espaço ao ar livre, enriquecer o local de recreação com brinquedos e plantas, e fornecer adestramento, o que facilitaria as adoções. Relataram, também, a necessidade de aumentar a frequência de banho e tosa nos animais. Com relação às doenças, todos os voluntários acreditaram que havia muitos animais doentes no canil e muitos (28 alunos) consideraram que o tratamento realizado nãoera adequado às necessidades por falta de pessoas para administrar medicações, por falhas na identificação dos cães, falta de medicamentos, poucos médicos-veterinários e por dificuldade de manuseio dos cães. No entanto, o que se observou é que após a introdução da participação diária dos universitários do projeto de extensão houve uma melhora na logística de tratamento dos animais. Desta forma, ficou evidente a importância deste projeto para os animais abrigados e para atender às expectativas e necessidades dos alunos, que além de se sensibilizarem com um trabalho de cunho social e voluntário, também podem ter um contato íntimo com um grupo de pessoas ou com os animais para melhorar sua formação.

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