Relatos das ações extensionistas promovidas pelo projeto “Veterinário Aprendiz Voluntário”, da Universidade Federal de Lavras (UFLA), estado de Minas Gerais, Brasil entre 2015-2016

F. O. C. P. Ramos, T. F. R. Marques, K. A. Carvalho, C. M. Ramos, C. M. Delfim, J. N. Seixas

Resumo


O projeto de extensão “Veterinário Aprendiz Voluntário” tem o objetivo de incentivar os alunos de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Lavras (Ufla) a participarem como voluntários em situações em que os animais se encontram vulneráveis. Desde abril de 2015, os alunos passaram a trabalhar no Parque Francisco de Assis, um abrigo de cães sem fins lucrativos localizado no município de Lavras, estado de Minas Gerais, Brasil. Este trabalho relata as atividades já realizadas pelo projeto. Desde o seu início, os cuidados diários são efetuados nos cães que se encontram em estado de saúde delicado, mas também são realizadas atividades de recreação e cuidados higiênicos básicos como banho e tosa. Porém, devido às grandes necessidades de ações voltadas ao coletivo e que facilitem o trabalho no canil, foram organizados alguns mutirões. Nestas ações participaram discentes do curso de Medicina Veterinária, alunos de outros cursos de graduação e oriundos também de outra instituição de ensino e membros da comunidade local. Foram realizados mutirões para identificação dos cães (dos aproximadamente 450 cães, 137 foram identificados), para a avaliação do estado de saúde dos animais e para a pesquisa de casos de otite, tártaro, lesões em pele e tumores, bem como realização de banhos e tosas em mais da metade dos cães. Eventualmente, os discentes do projeto auxiliam nas castrações e em outras atividades promovidas pela própria ONG como vacinação e desverminação. As diretoras do abrigo manifestaram grande satisfação por poderem contar diariamente com os “veterinários aprendizes” dispostos a fazerem o trabalho voluntário, pois sem essa ajuda o trabalho seria feito pelas poucas funcionárias, que, por vezes, poderiam não conseguir executar todas as atividades necessárias, além de não oferecerem cuidados mais especializados, como os oferecidos por um aluno do curso de Medicina Veterinária. Os mutirões propiciam a otimização do serviço com o atendimento de um maior número de animais e tais ações não devem ser pontuais, mas periódicas. A demanda é constante. Para isso existe a necessidade de um grande número de voluntários dispostos a manter o ritmo do projeto. Várias ações já foram realizadas, mas ainda poderão ser aprimoradas com a introdução de outras atividades com base nas carências que o canil possui. A conclusão obtida é que a experiência dos alunos de graduação em um projeto extensionista como o “Veterinário Aprendiz Voluntário” é muito enriquecedora.

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