Diagnóstico situacional populacional e sanitário de cães e gatos em área assistida por estratégia de saúde da família no município de Santa Maria, estado do Rio Grande do Sul, Brasil

L. G. Felipetto, L. P. Portella, J. S. P. Vasconcellos, J. C. Chagas, F. R. Menezes, L. A. Sangioni

Resumo


Este trabalho foi realizado em um bairro assistido por uma Estratégia de Saúde da Família (ESF), localizado no município de Santa Maria, estado do Rio Grande do Sul, Brasil. A metodologia empregada foi um estudo transversal de base populacional, realizado com o emprego de um questionário preparado para levantar o número de espécies de animais domiciliados por residência, os cuidados tomados com a saúde animal e a existência de acesso à assistência veterinária. O questionário foi formulado com o objetivo de identificar aspectos de guarda responsável relativos à saúde pública e não à avaliação de saúde individual dos animais. O delineamento utilizado foi do tipo transversal que apresentou como vantagens: rapidez, baixo custo e simplicidade na coleta de dados, visto que necessitou de um único contato com o observado. Os questionários foram aplicados em 45 domicílios, conforme sorteio prévio na área, dos quais 100% possuíam animais de estimação (cão e/ou gato). O número médio de animais foi de 4,3% e o de moradores por domicílio foi de 3,6%, superando a recomendação de um animal para cada oito habitantes, proposta pela Fundação Nacional de Saúde, e a da Organização Mundial de Saúde (OMS) para países emergentes de um animal para cada sete habitantes. Do total de 196 animais referidos, 158 eram cães e 38 eram gatos, apenas 14% eram esterilizados, o que revela a necessidade da realização de um trabalho educativo para se informar os proprietários sobre a importância do controle populacional e os benefícios obtidos com a castração dos animais. Nos últimos doze meses, 65% dos animais receberam algum tratamento para combater ectoparasitas e 77% receberam vermífugo, no entanto, eles não eram de uso frequente o que poderia possibilitar a transmissão de zoonoses, como a toxocaríase (larva migrans visceral e ocular) e o “bicho geográfico” (larva migrans cutânea). Além disso, somente 9,7% dos animais receberam vacinação antirrábica, ficando muito aquém da recomendação da OMS de 80% de cobertura vacinal mínima da população canina total, contudo, deve- -se considerar a situação epidemiológica da região e que apenas 17,2% receberam atendimento médico-veterinário neste mesmo período. Os resultados obtidos indicam a necessidade de criação de políticas públicas de educação que orientem a população sobre a importância da guarda responsável de animais de companhia.

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