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Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

Biogeografia funcional de comunidades de plantas herbáceas ao longo de gradientes edáficos e climáticos em florestas amazônicas

FIGUEIREDO, Fernando O. G.MOULATLET, Gabriel M.ZUQUIM, GabrielaEMILIO, ThaiseTUOMISTO, HannaSILVEIRA, MarcosRODRIGUES, DomingosCOSTA, Flávia R.C.

RESUMO Solo, topografia e clima tem sido identificados como fortes impulsionadores do turnover da composição funcional de comunidades vegetais, definindo os valores dominantes (média da comunidade, CWM). Esses fatores ambientais também podem afetar os regimes de perturbação (p.ex., a fertilidade do solo aumentando o turnover de árvores), o que cria clareiras com alta luminosidade em florestas com dossel fechado, promovendo a variância dos valores médios de características funcionais dentro e entre comunidades. Neste estudo, avaliamos os determinantes do turnover das características funcionais médias e sua variabilidade dentro e entre 451 assembléias de Zingiberales na Amazônia brasileira, com base na massa foliar por área (LMA), altura máxima da planta e tamanho da semente de 192 espécies. Detectamos um forte turnover dos CWM em direção a valores mais baixos de LMA, altura e tamanho de semente à medida que a fertilidade do solo aumentou e nos baixios, de acordo com as expectativas do trade-off de crescimento rápido vs. lento ao longo do espectro econômico da planta. A variabilidade no tamanho da semente e na altura da planta dentro das assembleias aumentou nos baixios e em solos com poucos nutrientes, e a variância em torno dos valores dominantes de altura e tamanho de semente entre as assembleias aumentou em regiões de clima mais sazonal. Concluímos que, enquanto o solo e a topografia promovem a filtragem da composição funcional, o clima promoveu principalmente a variância funcional. Portanto, pode ser dificil prever os efeitos das mudanças climáticas sobre a estrutura funcional média das comunidades do sub-bosque amazônico.

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