Otite interna como agente desencadeante da síndrome vestibular periférica em um cão: relato de caso
Santos, L. B. MSilva Junior, J. I. STeixeira, R. M. TLima, K. FBandeira, J. T
A otite pode ser classificada como externa, média ou interna, sendo esta última uma causa comum da doença vestibular periférica (DVP). A otite externa pode progredir para a otite média e, posteriormente, para a otite interna, podendo levar à ruptura da membrana timpânica e a sintomas neurológicos, como ataxia e nistagmo. Este estudo relata um caso de otite crônica associada à DVP em uma cadela da raça Poodle, de nove anos e pesando 6kg, inicialmente tratada para doença periodontal avançada com anti-inflamatórios e antibióticos. Dois dias após o início do tratamento, a cadela desenvolveu sintomas neurológicos. Os exames revelaram nistagmo, inclinação da cabeça, inflamação auricular, acúmulo de cerúmen e ruptura da membrana timpânica esquerda, confirmando o diagnóstico de DVP associada à otite interna. O tratamento incluiu limpeza auricular, medicamentos otológicos e terapia sistêmica, resultando em uma melhora significativa dos sintomas neurológicos e na recuperação vestibular em poucas semanas. A cadela não retornou para a realização da tartarectomia. Este caso reforça a importância dos exames neurológicos em cães com otite interna, pois as complicações vestibulares são frequentes e podem levar a sequelas permanentes se não tratadas adequadamente.
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