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Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

[Complicações em cirurgias reconstrutivas após a ressecção de neoplasias em cães e gatos]

Nardi, A.B.Huppes, R.R.Castro, J.L.C.Anjos, D.S.Pazzini, J.M.Estrada, C.R.V.Pascoli, A.L.Moi, T.S.M.

RESUMO A cirurgia é a modalidade mais comumente utilizada no controle de neoplasias. Em muitos casos, devido ao tamanho e à localização da neoplasia, o uso de técnicas reconstrutivas é necessário. Com base nisso, o objetivo deste estudo foi estabelecer a prevalência das principais complicações das técnicas reconstrutivas após a nodulectomias em cães e gatos. Trata-se de um estudo retrospectivo não randomizado de três instituições. Um total de 153 procedimentos reconstrutivos com complicações pós-operatórias foi incluído na análise. Os dados foram obtidos de prontuários médicos. As complicações pós-operatórias mais relatadas foram necrose isquêmica e deiscência de sutura. O período de observação das complicações pós-operatórias correspondeu a um tempo médio de cinco dias (de 15 a 70 dias) para necrose isquêmica, sete dias para deiscência de sutura, três dias para formação de seroma, dois dias para hematoma e quatro dias para ocorrência de infecção. Em relação à técnica cirúrgica, não houve diferença significativa na ocorrência de complicações nos retalhos de padrão axial e retalhos de padrão subdérmico. Apesar das complicações cirúrgicas, o manejo pós-operatório com feridas de cuidado leva à cicatrização na grande maioria dos pacientes. Esses achados podem auxiliar no prognóstico e na tomada de decisão quanto às principais complicações reconstrutivas.

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