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Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

[Glicerina bidestilada na dieta de coelhos em crescimento]

Oliveira, E.R.A.Pascoal, L.A.F.Martins, T.D.D.Bezerra, A.P.A.Brito, M.S.Rodrigues, M.R.S.Medeiros, C.J.Silva, M.B.

RESUMO Foram realizados dois experimentos para avaliar a glicerina bidestilada em dietas de coelhos. O primeiro estudo analisou seu valor nutricional, em que 20 coelhos da raça Nova Zelândia Vermelho, com 30 dias de idade, distribuídos em blocos ao acaso, com dois tratamentos e 10 repetições, foram utilizados em um ensaio de digestibilidade. Os resultados mostraram que a glicerina apresentou coeficientes de digestibilidade de 91,78% para matéria seca bruta e de 93,36% para energia bruta, indicando alta digestibilidade. O segundo experimento avaliou desempenho produtivo, características de carcaça e carne de 80 coelhos da mesma raça, distribuídos em blocos ao acaso, com cinco tratamentos: dieta controle e dietas com 25%, 50%, 75% e 100% de glicerina bidestilada e oito repetições substituindo o óleo de soja. Os animais foram abatidos ao final para análise de órgãos, carne e carcaça. Os resultados mostraram que a inclusão de glicerina bidestilada não afetou esses parâmetros, indicando que ela pode ser utilizada sem prejuízo. Além disso, a glicerina apresentou alta digestibilidade, com 83,35% de matéria seca digestível e 3936,92 kcal/kg de energia digestível. Assim, ela pode ser empregada como uma fonte energética eficiente na alimentação de coelhos em crescimento, contribuindo para uma dieta balanceada e nutritiva.

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