Quimioproteção da polpa da fruta amazônica Mauritia flexuosacontra a toxicidade da amônia e nitrito em pós-larvas do camarão Litopenaeus vannamei
Simião, Cleber dos SantosColombo, Grecica MarianaGomes, Robson Matheus MarreiroRamos, Patrícia BaptistaTesser, Marcelo BorgesWasielesky Junior, WilsonMonserrat, José María
Foi avaliada a quimioproteção do "buriti" Mauritia flexuosa (inclusão na dieta: 0-grupo controle; 1,25; 2,50; 5,00; e 10,00% P/P) em pós-larvas (PL) de Litopenaeus vannamei expostas à amônia ou nitrito. As variáveis analisadas incluíram respostas antioxidantes (ACAP) e de dano oxidativo (TBARS) e te-ores de carotenoides totais. Os resultados obtidos indicaram que não houve diferenças significativas (p >0,05) nas variáveis zootécnicas entre as dietas. O conteúdo de carotenoides nas PL (R2 = 0,86), ACAP (R2 = 0,78), e TBARS (R2 = 0,91) mostraram um relação dose-resposta com os níveis de inclusão de "buriti"(p <0,05). Após 43 días, os camarões juvenis foram expostos por 96 h à amônia (0,48 mg NH3-N L-1) ou à nitrito (40 mg NO3 L-1). Uma elevada capacidade antioxidante contra radicais peroxil foi observada em PL alimentadas 2,50 e 5,00% de "buriti" (exposição à amônia), ou 5,00 e 10,00 % (exposição à nitrito) de inclusão de "buriti". O conteúdo de glutationa reduzida foi superior em camarões expostos à amônia e alimentados com 10.00% de "buriti". Os níveis de peroxidação lipídica foram inferiores em camarões expostos à amônia ou nitrito e previamente alimentados com níveis de inclusão de buriti superiores a 2,50%. O aumento de capacidade antioxidante e redução da peroxidação lipídica nos organismos expostos à amônia ou nitrito que previamente foram suplementados com "buriti" sugere uma resposta hormética, incrementando a resiliência de L. vannamei frente a compos-tos nitrogenados, recomendando o uso deste fruto como agente quimioprotetor.
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