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Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

Caracterização química do óleo bruto de Pennisetum glaucum (L.) R. Br

Vargas, M. O. F.Guimarães, R. C. A.Fernandes, C. D. P.Oliveira, L. C. S.Cavalheiro, L. F.Nascimento, V. A.Nazário, C. E. D.Theodoro, Â. C. C.Inada, A. C.Ferreira, R. S.Quadros, G. O.Freitas, K. C.Bogo, D.Hiane, P. A.

Resumo O óleo de milheto pérola é extraído dos grãos de um cereal cultivado em regiões áridas e semiáridas, reconhecido por sua resistência climática e valor nutricional. O óleo de milheto pérola apesenta perfil de ácidos graxos muito semelhantes ao do óleo de milho, porém, apresenta uma maior atividade antioxidante e substâncias bioativas diferentes das encontradas no óleo de milho. O óleo bruto de milheto pérola foi extraído por solvente e análises para determinação de perfil de ácidos graxos, análises químicas, análise por Rancimat, análise termogravimétrica (TG/DTG) e calorimetria exploratória diferencial (DSC) foram realizadas. Os resultados mostraram que o óleo contém 22,09% de ácidos graxos saturados, com destaque para o ácido palmítico (17,30%), 26,42% de ácidos graxos monoinsaturados, com destaque para o ácido elaídico (26,16%), e 50,83% de ácidos graxos poli-insaturados, predominando o ácido linoleico (48,03%). Acidez (3,30 mg KOH/g), valor de peróxido (9,01 mEqO2/kg) e índice de saponificação (22,79 mg KOH/g) foram realizadas. A análise por Rancimat revelou períodos de indução de 6,41 e 6,50 horas para as amostras. Na análise TG/DTG, observou-se uma perda de massa de 2,7% entre 180 e 280 °C e de 97,3% entre 280 e 480 °C, associada à degradação térmica dos ácidos graxos. As curvas de fusão e cristalização registraram picos exotérmicos em -41 °C e -18 °C, e endotérmicos em -4 °C e -32 °C, fornecendo um panorama detalhado das mudanças de fase dos ácidos graxos. Esses dados são cruciais para entender as características do óleo de milheto pérola e suas possíveis aplicações industriais e na alimentação.

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