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Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

Vigilância Entomovirológica em Aedes aegypti (Stegomyia) Linnaeus, 1762 e Aedes (Stegomyia) albopictus Skuse, 1894 (Diptera, Culicidae) em novas áreas habitacionais no leste do Maranhão, Brasil

Ribeiro, L. S.Palacio-Cortés, A. M.Navarro-Silva, M. A.Souza, I. M. S.Silva, S. A. S.Santos, T. P. C.Silva, R. S.Lima, A. S.Leonardo, F. S.Zequi, J. A. C.Pinheiro, V. C. S.Soares-da-Silva, J.

Resumo Aedes aegypti é o principal vetor do vírus da dengue (DENV), do vírus Zika (ZIKV) e do chikungunya (CHIKV), e Aedes albopictus é um vetor potencial para esses arbovírus; portanto, é importante monitorar a distribuição desses vetores por meio da vigilância entomovirológica. O objetivo foi realizar uma investigação entomovirológica nas populações de Ae. aegypti e Ae. albopictus em novas áreas residenciais, no leste do Maranhão, Brasil. Ovos e adultos foram coletados usando ovitrampas e um aspirador mecânico, durante um ano, em áreas residenciais com 3.000 residências. A presença dos arbovírus DENV, ZIK e CHINK foi avaliada por meio da reação em cadeia da polimerase com transcrição reversa em tempo real (RT-qPCR). Um total de 122.378 ovos de Aedes spp. foram coletados. O Índice de Positividade de Ovos (IPO) variou entre os locais, com médias semelhantes (71,0%), (67,6%) e (67,9%) para as três áreas, com taxas mais altas em fevereiro, março, abril e maio. O Índice de Densidade de Ovos (IDO) apresentou grande variação, com um pico de 376,1. Foram coletados 304 mosquitos adultos, sendo 205 Ae. aegypti (67,43%). Os mapas de calor indicaram que os mosquitos estão amplamente distribuídos nas três áreas de estudo, com densidade e pontos críticos mais evidentes nos meses chuvosos. As fêmeas não apresentaram a presença dos arbovírus. O estudo mostrou a dinâmica populacional de Ae. aegypti e de Ae. albopictus em novas áreas habitacionais e a eficácia das ovitrampas na estimativa da densidade dos vetores com o IPO de 68,83%.

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