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Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

Germinação e vigor de sementes de lentilha em condições de estresse osmótico

Borges, Janaina BeatrizDavid, Andréia Márcia Santos de SouzaParaizo, Eliene AlmeidaFreitas, Hemilly Kariny CardosoSantos, João Rafael Prudêncio dosFernandes, Ilmair Pereira SilvaBarbosa, Rodrigo Silva

RESUMO: A limitação hídrica constitui um dos principais fatores que influencia o processo germinativo das sementes, afetando o estabelecimento da cultura. A umidade inadequada pode reduzir a germinação, retardar o crescimento das plântulas e diminuir o rendimento em culturas. Assim, métodos capazes de simular tais efeitos se tornam de grande relevância. O objetivo do trabalho foi avaliar os efeitos do estresse osmótico na germinação e no vigor de sementes de lentilha, cultivar Silvina. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, em esquema fatorial 3 x 5, que constituiu na exposição das sementes a três sais (NaCl, KCl e PEG 6000) e cinco potenciais osmóticos (0,0; -0,2; -0,4; -0,6 e -0,8 MPa), com quatro repetições. Avaliou-se o teor de água, a germinação e o vigor das sementes. Os agentes osmóticos apresentaram resposta diferenciada na germinação e no vigor das sementes de lentilha. Houve redução nos valores de todas as variáveis analisadas à medida que decresceram os níveis de potenciais osmóticos, em todas as soluções, contudo, os agentes osmóticos KCl e PEG 6000 promoveram efeitos mais drásticos quando comparado ao NaCl. Conclui-se que a restrição hídrica e a salinidade afetam a germinação e vigor das sementes de lentilha, sendo os prejuízos proporcionais à redução do potencial osmótico. O estresse hídrico induzido pelas soluções de KCl e PEG 6000 foi mais crítico do que o induzido por NaCl para os potenciais osmóticos -0,2; -0,4 e -0,6 MPa, cujo nível mais negativo (-0,8 MPa) impossibilita a germinação das sementes, independente do agente osmótico utilizado.

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