Doença articular degenerativa em uma população hospitalar de gatos no sul do Brasil: Ocorrência e características clínicas
Rivas, Bárbara BasseggioPaim, Mirela GrünwalderSpiering, Adriana GonçalvesSilva, Guilherme Pfeiffer daAlievi, Marcelo MellerFerreira, Marcio PolletoCosta, Fernanda Viera Amorim da
RESUMO: A doença articular degenerativa (DAD) é comumente observada em gatos com seis anos ou mais. Os sinais clínicos incluem dor e diminuição da mobilidade, enquanto radiografias ortogonais revelam evidências de degeneração articular. Este estudo teve como objetivo investigar a ocorrência e as características clínicas da DAD em uma população hospitalar de gatos do sul do Brasil, fornecendo dados regionais para enriquecer o entendimento nacional e internacional da doença. Este estudo prospectivo foi conduzido no Hospital de Clínicas Veterinárias da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (HCV-UFRGS). Foram incluídos 41 gatos: 19 machos e 22 fêmeas, em sua maioria sem raça definida e castrados, com exceção de uma fêmea Persa inteira. Todos os pacientes foram submetidos a avaliações clínica, ortopédica e radiográfica. A análise estatística foi realizada utilizando os softwares WinPepi e SSP. Um número significativamente maior de articulações afetadas foi encontrado em pacientes mais velhos, demonstrando uma correlação positiva entre idade e DAD. Na população estudada, 63% dos pacientes estavam acima do peso e 48% apresentavam redução da massa muscular. Sinais comportamentais como dor crônica (42%) e diminuição do grooming (68%) foram comuns. As radiografias evidenciaram sinais compatíveis com DAD em todos os gatos incluídos neste estudo, com anormalidades articulares bilaterais até 87,9% destes. A coluna torácica (32%) e lombo-sacral (27%) foram as regiões axiais mais afetadas, enquanto as articulações do joelho (80%) e cotovelo (78%) foram as mais frequentemente comprometidas no esqueleto apendicular. Os resultados deste estudo confirmam a presença da DAD na população estudada e ressaltam a importância de investigar gatos adultos com histórico de atividade reduzida, alterações comportamentais ou sinais de dor crônica. A prevalência observada está alinhada a relatos internacionais, reforçando a relevância global dos achados.
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