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Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

Meio de cultura, sacarose e citocinina: efeitos na propagação in vitro da orquídea Epidendrum carpophorum Barb. Rodr

Oliveira, Sara Cristine Farias deSilva, Fernanda Miranda daRodrigues, Julia Isabella de MatosBarata, Henrique da SilvaOliveira Neto, Cândido Ferreira deMiranda, Vicente SavonittiOliveira, Herica Santos deSouza, Joanne Moraes de Melo

RESUMO: Epidendrum carpophorum é uma orquídea epífita nativa no Brasil. Este estudo investigou a influência de meios de cultura e sacarose no desenvolvimento dos protocormos e concentrações de 6-benzilaminopurina na micropropagação dessa orquídea. Utilizaram-se cápsulas fechadas em maturação para germinação das sementes, inoculadas em frascos com meios de cultura MS e ½ MS, concentrações de sacarose (20 g L-1 e 30 g L-1) e carvão ativado (2,5 g L-1), resultando em oito tratamentos com cinco repetições. O desenvolvimento dos protocormos foi avaliado em termos de altura, número de folhas, número e comprimento de raiz, após 90 e 180 dias. Para a micropropagação, ápices caulinares e segmentos nodais de E. carpophorum serviram como explantes e cultivados em meio MS e ½ MS com concentrações de 6-benzilaminopurina (0,0; 0,5; 1,0 mg L-1), e os parâmetros analisados incluíram altura, número de brotações, número e comprimento de raiz, após 90 dias. A germinação ocorreu após 60 dias, com protocormos clorofilados. O meio ½ MS + 20 g L-1 de sacarose foi o mais eficaz para o desenvolvimento dos protocormos após 180 dias, destacando-se pelos valores medianos de 4 ± 0 e 0,6 ± 0,3 cm para o número e comprimento de raiz, respectivamente e, 1,3 ± 0,0 cm e 3 ± 0 para altura de plântulas e número de folhas, respectivamente. Na micropropagação, as concentrações da citocinina e os meios de cultivo testados não mostraram influência significativa. Os resultados contribuem para o desenvolvimento de protocolos otimizados para a propagação in vitro da espécie.

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