Gliomatose leptomeningeal espinhal difusa secundária a um oligodendroglioma intraparenquimal de alto grau em um buldogue francês
Hartmann, GabrielaMelo, Stella Maris Pereira deSantos, Igor Ribeiro dosMoraes, José Tiago Roza dePaula, Augusto dos Reis deGonzalez, Paula Cristina SieczkowskiBueno, Flávia UmpierrePavarini, Saulo PetinattiPanziera, Welden
RESUMO: Gliomas estão entre as neoplasias mais importantes do sistema nervoso em cães. Gliomatose leptomeníngea é uma condição rara em que há disseminação de células gliais neoplásicas para o espaço aracnoide. Relatamos o caso de um buldogue francês, fêmea, de 11 anos com déficit proprioceptivo progressivo dos membros posteriores, paraparesia e paraplegia devido a uma gliomatose leptomeníngea espinhal difusa secundária a um glioma intraparenquimatoso de alto grau. O exame macroscópico revelou uma expansão do espaço subdural por uma massa circunferencial acinzentada, gelatinosa, em todos os segmentos da medula espinhal e uma área focal marrom-clara no parênquima da medula espinhal. Microscopicamente, havia uma proliferação neoplásica composta de células gliais no hipocampo, medula espinhal e espaço subaracnóideo. Na imuno-histoquímica, as células gliais neoplásicas apresentavam imunomarcação para OLIG2, confirmando a origem oligodendroglial. A gliomatose leptomeníngea espinhal deve ser considerada como um diagnóstico diferencial para a mielopatia crônica.
Texto completo