Avaliação ultrassonográfica gastrointestinal quantitativa em cães braquicefálicos com síndrome obstrutiva das vias aéreas
Fabris, Isabella AFacin, Andréia CRein, AriadneAires, Luiz P. NGasser, BeatrizLima, Bruna BSlompo, Maria E. FGujanwski, Cinthya ASilva, Daniela GQuitzan, Juliany GEvangelista, Gabriela C. LFeliciano, Marcus A. RMoraes, Paola C
A obstrução respiratória na síndrome obstrutiva das vias aéreas braquicefálicas (BOAS) pode levar a alterações gastrointestinais secundárias. Este estudo teve como objetivo avaliar quantitativamente a ecogenicidade do estômago, duodeno e jejuno em cães afetados pela síndrome braquicefálica. A correlação desses achados com a gravidade da BOAS, alterações hematológicas e sinais de inflamação sistêmica foi investigada. Cinquenta e dois pacientes braquicefálicos e 15 controles mesocefálicos, com idades entre um e oito anos, foram submetidos a avaliações incluindo hemograma, análise bioquímica, proteína C-reativa e ultrassonografia modo B do trato gastrointestinal. Os animais braquicefálicos foram categorizados com base na gravidade da BOAS, e os proprietários forneceram dados clínicos por meio de questionário. Na análise quantitativa, oito regiões de interesse foram definidas dentro da camada mucosa do estômago, duodeno e jejuno, e os valores médios de pixel foram quantificados para cada estrutura. Contagem de leucócitos (p≤ 0,001), eosinófilos (p= 0,002), monócitos (p< 0,001), creatinina (p≤ 0,001) e proteína total (p≤ 0,001) foi maior em cães braquicefálicos do que em cães mesocefálicos. Padrões hematológicos mostraram leucocitose leve, possivelmente indicando inflamação subclínica. Cães braquicefálicos exibiram ecogenicidade elevada no duodeno e jejuno, medida em pixels (duodeno: 18,2 ± 11,3; jejuno: 25,6 ± 15,2), que foi significativamente maior do que cães mesocefálicos (p< 0,05; duodeno: 11,04 ± 4,3; jejuno: 9 ± 7), de acordo com análise de variância. Cães braquicefálicos graus 0, 1 e 2 exibiram valores mais altos do que controles e cães grau 3. Concluindo, a ultrassonografia quantitativa reduz a subjetividade e fornece insights objetivos sobre alterações gastrointestinais em cães afetados por BOAS.
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